ESPORTE NO MUNDO CORPORATIVO – 5ª parte

Olá! Finalmente chegamos na última parte dessa correlação entre os esportes de alto rendimento e o mundo corporativo. Com esse, são 5 artigos baseados na minha experiência como ex-atleta profissional e tudo o que consegui trazer para a minha realidade atual dentro de uma empresa multinacional. Como sempre falo: o verdadeiro KARATE, tem que ser aplicado na nossa vida e não apenas dentro do Dojo.

Os quatro tópicos que abordei anteriormente foram (clique neles caso não tenha lido):

  1. Adaptabilidade em ambientes desfavoráveis;
  2. Objetividade para solucionar problemas em curto espaço de tempo;
  3. Reinventar-se constantemente;
  4. Análise de estratégias dos concorrentes.

Hoje falarei sobre o assunto que na minha opinião, mais se assemelha entre os dois mundos: Foco irrestrito no resultado final:

Se eu perguntar quem foi o campeão nos 100 metros rasos masculino nas Olimpíadas de 2016, possivelmente a maioria esmagadora responderá: Usain Bolt. Mas quem foi o vice? Acredito que apesar da rivalidade entre o campeão e o vice, menos da metade saberá. O homem que ocupou o terceiro lugar no pódio então, ouso dizer que se você não for amante das corridas ou jornalista esportivo, não saberá. A título de curiosidade, foi o canadense Andre de Grasse (eu mesmo não me recordava). Vou além: na Wikipédia, você encontra uma página falando tudo sobre o Usain Bolt, algumas coisas sobre o Justin Gatlin (vice-campeão Olímpico) e absolutamente NADA sobre o terceiro lugar. Duvida? Clique lá na Wikipédia e você verá o nome dele nos resultados, mas NENHUMA página exclusiva do atleta.

O que isso mostra? Que no final das contas, salvo raras exceções, o que marca são os resultados. A conversa de que “o importante é competir” é linda e muito eficaz para escolinhas e trabalhos sociais, onde a inclusão e formação do ser humano é o principal objetivo. Mas no alto rendimento, a verdade (por mais que doa) é que o resultado é o que importa. Não tem “porém”, “mas”, “embora”. Atletas são movidos a resultados, isso é um fato. Números são feitos para serem perseguidos e batidos. Assim é no esporte e da mesma forma, no mundo corporativo, tão competitivo quando o mundo esportivo.

Então vale tudo pelo resultado? Não, de forma alguma. O resultado é o foco, mas tão importante quanto ele, é o caminho trilhado, pois é através do caminho (DO), e não do resultado, que a experiência é adquirida. É através do caminho que o resultado é conquistado, dia após dia, a base de muito suor e trabalho duro. O sucesso NUNCA vem por acaso, por mais que muitos de nós ao alcançarmos o sucesso em alguma área da vida, já tenhamos ouvido isso. E não estranhem, é perfeitamente normal pensarem isso, afinal as pessoas só focam no final. Justamente por isso, não se atenha apenas no resultado. Tenha ele como meta e objetivo, mas vivencie e aprenda com toda a jornada. Ela que te trará “casca” e te preparará para o que você almeja.

E por último e não mais importante, lembre-se que seja no esporte ou nas empresas, atrás de todo número e resultado, está um ser humano. Por mais que números sejam o alvo a ser alcançado, quem traz esses números é uma pessoa, com erros, acertos, ambições, frustações, medos, anseios, dias bons e ruins. O que quero dizer com isso? Que se conseguirmos cultivar o melhor do ser humano, com certeza colheremos os melhores números. Típico caso de “win-win situation”.

E você, Sensei? Leva seus alunos para a competição? O que pensa disso?

OSU!

Daniel Caputo
Faixa Preta 5º Dan CBK

Deixe sua opinião por favor. Oss!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s