ESPORTE NO MUNDO CORPORATIVO – 2ª parte

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No último artigo, iniciei um tema que particularmente gosto muito: as particularidades e proximidade entre os esportes de alto rendimento e o mundo corporativo. Falei de cinco pontos onde o esporte agrega muito no business. No post anterior falei sobre “Adaptabilidade em ambientes desfavoráveis” e da importância dessa qualidade que muitos atletas possuem. Se você não leu clique aqui, leia e deixe seu comentário.

Hoje falarei sobre o segundo tópico:

2. Objetividade para solucionar problemas em curto espaço de tempo;

Bom, primeiramente precisamos definir e diferenciar “problema” de “preocupação”. Muitas pessoas costumam falar: “estou com um problema: Estou preocupado no que meu chefe vá fazer caso eu não entregue o relatório a tempo”. Exemplo clássico. Essa pessoa não está com um problema, ela apenas está preocupada.

Afinal o que é a preocupação? Se dividirmos a palavra em duas teremos “pre” e “ocupação”, ou seja, pré-ocupação. Estamos nos ocupando, gastando nosso tempo, com algo que nem sequer aconteceu.

Quantas vezes você já não fez isso ao longo da sua vida? Quantas horas e noites perdidas pensando em algo que nem aconteceu?  Temos sim um problema real aí…mas não na situação e sim em VOCÊ!!!

Você está trazendo situações que não existem ainda para sua vida e te causando um problemão!  Afinal, pense bem: como resolver e encontrar a melhor solução se você NEM TEVE o problema ainda? Além do que, só será um problema se você não entregar o relatório, não é? Logo, se você se organizar, o problema talvez nem aconteça…foque na “missão” e não em remediar!

Dojoweb ferramenta de gestão

Mas você pode me dizer: “sou precavido”. Ok, ponto de vista válido, desde que isso não te tire o sono.   Planejamento é uma coisa, projeção de problemas, é outra. Mas como ter a habilidade de solucionar problemas num curto espaço de tempo? Bom, isso depende do que se considera “curto espaço de tempo”. Para entregar um relatório no seu trabalho, duas semanas podem ser pouco, mas para um morador de rua com fome, duas semanas é muito tempo. Então, o tempo realmente é relativo. Seguindo essa linha de raciocínio, o tempo é o primeiro fator que temos que levar em consideração.

O segundo fator a ser considerado é a vivência e experiência de vida acumulada. Não existe solução, sem ter o problema. Em algumas situações é importante já ter vivenciado algo para se sentir confortável com o que fazer. Exemplo simples: não importa o quanto você se prepare para a sua PRIMEIRA entrevista na vida. Possivelmente, você ficará nervoso ou ansioso. Após 3, 5, 10 entrevistas, você se habitua. Se habitua com a pressão, com as diferentes formas de abordagem e aprende a como responder baseado no tipo de pergunta e o tipo de perfil que a empresa busca. Você no fim das contas, criou um “banco de dados” de situações que você já viveu. Basicamente, quanto mais situações você já tiver passado, mais respostas você terá. Inteligência Artificial se baseia muito nisso. O computador “aprende” diversas possibilidades e infinitas situações e por ter muitas respostas para cada caso e cada especificidade necessária, ele busca por possibilidades percentuais a melhor resposta possível em cima de variáveis. O atleta traz isso no sangue. Ele vive inúmeras situações ao longo da sua vida e alguns esportes, o tempo de reação à um problema ou mudança, é mínimo. No futebol, você tem 90 minutos para decidir um jogo. No karate você tem 3 minutos e nesses 3 minutos existem diversas mudanças de táticas de ambos os lados, cada uma na tentativa de responder à investida do adversário.

E no mundo corporativo? Funciona exatamente da mesma forma. Mudam-se os referenciais de tempo, mas situações cotidianas acontecem o tempo todo. E quanto mais experiências você acumular, maior sua capacidade de responder. Mas lembre-se: experiência não necessariamente está relacionado com a idade. Você pode ter 50 anos e menos experiência que um jovem de 23. Mas como assim? Porque precisamos de dois pontos para ter experiência: o primeiro é buscar viver situações. A segunda é aprender com as situações. Se você estiver na sua zona de conforto, você terá sempre suas respostas para seguir “nos trilhos”. Quando você sai dela, você vive novas situações, que te exigirão respostas diferentes. E se você passa por um problema e não aprende com ele, você não adquiriu experiência útil alguma., você apenas teve uma vivência desagradável. Para se criar uma “casca” é preciso passar pela situação e PRINCIPALMENTE achar a solução. Senão você apenas “passou” por um problema e não “ultrapassou” ele.

caputo 2

Espero que tenham gostado e comentários são bem-vindos!!!

No próximo texto passaremos ao terceiro tópico: “Reinventar-se constantemente”.

OSSU!

Daniel Caputo
Faixa Preta 5º Dan CBK

2 comentários sobre “ESPORTE NO MUNDO CORPORATIVO – 2ª parte

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