A SUBCULTURA DOS “CIENTISTAS DO KARATE”

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Há algumas semanas atras eu me deparei com uma postagem à qual alguém argumentava a diferença entre kime e força ao aplicar uma determinada técnica para romper uma tábua. O argumento em questão era ilustrado com a imagem do perfil de uma tábua, com linhas imaginárias simulando a direção de onde viria a força e para onde ela iria parar, ao lado uma variante que representava a antítese.
Junto à tudo isso, números e letras o qual se você não foi um bom estudante das aulas de física no ensino médio jamais irá entender.

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Após a postagem eu tive que ler os comentários e vi que havia alguns simpatizantes desta análise e para mostrar que também haviam sido bons estudantes de física no ensino médio, eles contra-argumentavam tal teoria. Estes que chegavam a debater o resultado final baseado em uma formula de cálculos compõe o que eu chamo de subcultura dos “Cientistas do Karate”
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A ciência dentro do Karate

Todo praticante de Karate Shotokan que se preze, já estudou os livros de Nakayama o qual mostra explicações cientificas onde estudo da biomecânica humana é analisado em relação ao do karatê e isso garantiu a excelência técnica de uma arte que está em constante evolução.
Porém nem todos são cientistas ou estão interessados em avaliar cálculos complexos para chegar a uma conclusão que não levará a lugar algum. Algumas destas teorias até são interessantes, porém não tem expressividade suficiente para mudar a rotina de treino de uma comunidade de Karatê.

O que causa a existência dos “cientistas”

Em palavras mais duras, lamento informar que a nosso habito em clamar teorias em torno de nossa arte, criou uma geração de “cientistas do karatê” e isso chega a ser lamentável.
A razão disso se deve ao fator de estarmos sempre em uma constante competição em quem se tornou mais erudito; em quem leu mais livros. Não me leve a mal, sou escritor de livros e pesquiso constantemente, porem eu deixo o estudo dessas teorias com os instrutores chefes da organização o qual eu faço parte. O meu papel se resume apenas a treinar, treinar e treinar.

Os efeitos destes hábitos “Científicos”

A maior parte dos teóricos o qual tenho visto, tem tido uma rotina de treinamento fraco comparado com os que pouco se importam. Eu acredito que esta seja a razão maior da comunidade do Karate possa ter se enfraquecido em números e em qualidade técnica. Uma boa parte dos praticantes teorizam demais e praticam de menos.
Outros tem ganhado fama e prestigio dentro da comunidade do Karate ( em sua maioria online), pelo simples fato de saber argumentar em um tom de especialista no assunto. Muitos desses, sequer pisaram em um Koto alguma vez na vida, ou teve alguma experiencia com uma luta real mas clama ter o conhecimento da maneira mais eficiente de se aplicar um soco. Seus seguidores não tardam em chamar-lhe de sábio, de mestre, Shihan!

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O caminho do pragmatismo

Um jogador de futebol treina o suficiente para driblar os adversários e chutar a bola dentro da trave.
Pronto! Isto e o suficiente.
O jogador não perde o tempo dele estudando o peso da bola em relação à direção e forca do vento influenciando onde a bola vai parar. O jogador vê a bola e chuta ela para frente. Esse não e o objetivo dele? O jogador de futebol treina exaustivamente para que qualquer influência do vento ou peso da bola torne-se um fator insignificante.
Esta mesma análise pode ser usada em outros esportes de combate.

A verdade e que ninguém ira lhe dar um diploma em PHD de teoria do Karate, portanto não quebre a sua cabeça, vá treinar!

O Karatê hoje em dia tem muito engenheiro e pouco peão, muitos cientistas, poucos soldados.

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5 comentários sobre “A SUBCULTURA DOS “CIENTISTAS DO KARATE”

  1. Estou de acordo com vc, pois tem muitas pessoas que se dizem especialistas em karatê mas nunca treinaraou se o fizeram foi por pouco tempo, sou praticante desde l986 do estilo Shorin-ryu, tenho algins amigos de outros estilos e nós trocamos informações de técnicas, aliás eu tive o prazer de conhecer o falecido mestre Sagara.

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  2. Então quer dizer que estudos científicos não tem valor para o Karate? que estudar biomecânica, fisiologia do exercício entre outras áreas é besteira no Karate? Achei de certa forma preconceituosa essa visão, pois quem estuda, se aprimora faz pesquisas sobre a arte para aprimora-la de certa forma, é isso tudo que você diz, então não faz sentido ter pesquisadores.
    Isso é lamentável, eu pesquiso sobre karate, tanto a parte histórica quanto a fisiológica e biomecânica, o papel da ciência é o aprimoramento das coisas, o bem estar mutuo e também a prevenção de lesões.
    Pode falar o que for, mas pesquisas científicas são fundamentais, independente da prática corporal que for.

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    1. Olá Thiago, me parece que você NÃO conseguiu entender as motivações que levaram à criação deste artigo.

      Eu gostaria de ver um pouco do seu Karatê para saber até onde você conseguiu chegar com suas conclusões científicas. Se você é mais um medíocre, desculpe me informar, mais você é mais um pseudo-cientista do Karatê.

      Curtido por 1 pessoa

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