AS GRADUAÇÕES NO KARATE SHOTOKAN

AGORA VAI!   O artigo definitivo sobre as graduações do estilo Shotokan.
AGORA VAI! O artigo definitivo sobre as graduações do estilo Shotokan.

A história das graduações dentro do Karate Shotokan é muito polêmica e com isso, a equipe do site resolveu escrever um pequeno texto contando um pouco da história de como surgiu o sistema de graduações dentro do Karate Shotokan. Boa leitura!

Orgão
Autoridade máxima responsável pelas A.M japonesas.

Primeiramente vale lembra que Gichin Funakoshi Sensei era considerado um “estrangeiro” e não um japonês de fato, por ter nascido em Okinawa, então ele teria que se colocar em uma posição de inferioridade para registrar o Karate como uma arte japonesa, e para isso ele teve que seguir algumas regras que na época eram impostas por uma instituição que controlava as artes marciais japonesas, a Dai Nippon Butoku Kai.

As exigências impostas pela Dai Nippon Butoku Kai eram:

1- Usar o sufixo “DO ()” como parte do nome;

2- Adaptar-se a metodologia de ensino das artes marciais japonesas;

3- Usar o Dogi (que era o uniforme do Judô e que foi imposto a todas as artes);

4- Adotar o sistema de graduação Kyu/Dan existente na época, que era composto da faixa branca para iniciantes, marrom para intermediários, preta para os avançados. Mais tarde incluiu a faixa branca e vermelha (coral) para quem já tivesse uma proficiência de mestre, a faixa vermelha e por ultimo, conta-se, a branca mais larga para fundador de estilo. Esse sistema de graduação era chamado de sistema Kano (pois fora desenvolvido por Jigoro Kano, fundador do Judô, Ministro da Educação, primeiro japonês membro do Comitê Olímpico Internacional e a maior autoridade das artes marciais japonesas da época).

Funakoshi sensei
Funakoshi sensei  com a máxima graduação da época, o 5º Dan

Gichin Funakoshi Sensei possuía a maior graduação possível na época, de 5º Dan. Foi só no início da década de 1960 que foram incluídos os graus de 6º a 10º Dan no sistema Kano, após a morte de Funakoshi. Concluímos, com isso, que o Pai do Karate Moderno nunca usou a faixa coral (inserida no sistema para diferenciar os possuidores de grau Dan –Yudansha- dos peritos que eram antigos no grau Dan –Kodansha- e que era outorgada a partir do 6º Dan). A Japan Karate Association resistiu até o final da década de 1960 para incluir os outros cinco Dan e a Shotokai nunca os incluiu. Esse é o motivo pelo qual ninguém nunca usou a faixa coral no Shotokan. Nenhum grande mestre gostaria de ofender a memória de Funakoshi sensei usando uma faixa que representa um nível superior ao dele (coral ou vermelha), portanto mesmo aqueles graduados 10º Dan, como Masatoshi Nakayama, Hirokazu Kanazawa ou Tetsuhiko Asai sempre usaram a faixa preta.

E as cores das faixas?

Inicialmente no sistema Kano, também usado no Shotokan, haviam só as faixas branca (para iniciantes) e marrom (para intermediários) precedendo a faixa preta (destinada aos especialistas). Foi muito tempo depois que as faixas verde e roxa foram incluídas para ajudar a diferenciar melhor os estágios de aprendizado dos iniciantes. Há muito pouco tempo vem sendo usadas outras faixas coloridas no Japão (amarela, laranja e azul), principalmente para estimular as crianças. Cada país, porém, criou um sistema próprio de classificação dos iniciantes e adotou diferentes cores para esses estágios.

Um dos primeiros sistemas com outras cores surgiu na Inglaterra, em 1927, elaborado por Gunji Koizumi Sensei, que instituiu em Londres as cores para diferenciar os Kyu. Essa ideia se espalhou pelo mundo.

Sistema de cores de Kyo criado por  Mikinosuke Kawaishi .
Sistema de cores de Kyu criado por Mikinosuke Kawaishi .

As escolas de Karate que funcionavam dentro das YMCA (ACM no Brasil) também criaram e adotaram seu sistema. O sistema que parece ter inspirado a classificação de cores mais usada no Brasil, porém, foi o sistema Kawaishi. Nesse sistema (criado pelo instrutor de Judô e Karate Mikinosuke Kawaishi), as cores usadas eram amarelo, laranja, verde, roxo, marrom e, por fim, a preta. Ninguém sabe ao certo, porém, quem inseriu a faixa vermelha, destinada aos detentores de 9º e 10º Dan das outras escolas, entre os Kyu do Shotokan do Brasil. A hipótese que melhor explica a sequência brasileira de cores vem das artes plásticas: nessa área do conhecimento, é um saber comum e banal que amarelo e vermelho unidos dão origem ao laranja, e que verde e roxo misturados dão origem ao marrom. Alguém provavelmente supôs que assim ficaria agradável ao público, mas não há registros dessa criação, a verdadeira razão segue um mistério…

E as faixas com fitas?

Antiga graduação feminina
Antiga graduação feminina no judo

As faixas com uma linha branca bem no meio que alguns estilos usam servem para diferenciar um Kyu pro outro. Originalmente, no Judô, as faixas dos homens eram da cor cheia e a das mulheres era da mesma cor, porém com a fita no meio, pois elas eram menos exigidas em exames de graduação, nos treinamentos e por um tempo não puderam competir. Isso foi uma herança da mentalidade higienista do início do século XX. Com a revolução feminista muitas coisas mudaram e uma das coisas a ser abandonadas no Judô foi a fita no meio da faixa, pois passou a ser vista como uma forma de evidenciar que a mulher era inferior ao homem na arte marcial. Recentemente, com os sistemas incluindo cada vez mais Kyu e a escala de cores das fábricas restritas, vem se usando ou a fita no meio ou faixas com duas cores para a diferenciação das classes.

Outros utilizam fitas para marcar o seu Dan na faixa, mas isso tecnicamente não existe no Karate Shotokan.

Faixas com fitas para identificar o grau do faixa preta
Faixas com fitas para identificar o grau do faixa preta.  NÃO EXISTE ISSO NO SHOTOKAN!

No Judô, usava-se linhas brancas até o 5º Dan para diferenciar os graus. No 6º Dan as cinco linhas eram substituídas por um retângulo com mais uma linha em cima. No Karate de Okinawa e no estilo Kyokushinkai é comum ver o uso dessas fitas. Nesses estilos as fitas ou linhas bordadas brancas simbolizam do 1º ao 5º Dan. Depois de uma 1 a 5 linhas douradas (sem as linhas brancas), simbolizam do 6º ao 10º Dan. Mesmo assim, alguns estilos de Okinawa, como o Shorin, adotaram as faixas coral e vermelha. Isso tudo porém, nunca será observado em um mestre do estilo Shotokan possuidor de graduação 6º a 10 Dan. Nem as fitas, nem as faixas de outras cores, nem faixas de duas cores, nem com linhas no meio, nem camufladas, rosa, etc…

E as graduações ofertadas?

Sim, existem no Karate as graduações ofertadas, que são graduações dadas para alguém por mérito, falecimento ou outro motivo.
Abaixo estão as graduações ofertadas conhecidas pela equipe do site:

1- Meiyo-Dan (名誉段): Um faixa preta honorário, um título que é oferecido à pessoa que contribui para a divulgação do Karate, em sua maioria não são praticantes de karate, neste caso sua graduação não permite examinar ou lecionar;

2- Suisen-Dan (推薦段): Grau por antiguidade do praticante, em que ele treina regularmente, mas não possuindo nível técnico para receber uma faixa preta, mas recebe a faixa preta como reconhecimento ao seu empenho.

Quando um karateca é aprovado oficialmente para a faixa preta, se dá o nome de Jitsuryoku-Dan (実力段). Nas escolas tradicionais apenas um Jitsuryoku Yudansha (有段者)/Kodansha (高段者) pode examinar alunos para novos graus Kyu e Dan, ser instrutor pago para dar aulas e árbitro em competições oficiais.

E os uniformes pretos, coloridos e os apelidos???

O ridículo karategi de Elvis Presley, copiado por muitos picaretas das artes marciais...
O ridículo karategi de Elvis Presley, copiado por muitos picaretas das artes marciais…

Pessoal, essa é a pior parte. Se você encontrar alguém ensinando com um uniforme que não seja branco ou que estiver chamando os alunos Kyu por apelidos conquistados em seu exame de faixas CORRA COMO SE NÃO HOUVESSE AMANHÃ! O Karate Shotokan, assim como os demais estilos de Karate (sim, isso vale para todos) nunca adotou um uniforme que não seja da cor branca. Karate veste Dogi branco e ponto final, não há discussão para isso. Infelizmente, pelo Brasil, está assim. Você atinge tal Kyu, pode usar calça preta, depois casaco preto, depois (ou antes) ganha um apelido, um nome de guerra, na mais descarada cópia da Capoeira e ferindo horrivelmente a tradição do Budô. Diferenciação no uniforme é usada em algumas escolas de arte marcial coreana, nunca nos estilos e escolas japonesas. Uniformes vermelhos, multicolor, feitos pelo próprio atleta pra uma apresentação… Tudo isso são distorções absurdas do Karate. Fique ligado!

Esse foi apenas um pequeno texto sobre a história das graduações, porém há muito mais coisas sobre isso como os títulos de Shihan, Hanshi, entre outros que não existem no Karate Shotokan, mas deixaremos para contar mais em nosso Podcast que iremos gravar em breve. Estude a história do seu professor e da sua Escola, conheça o sistema de graduação e quem outorga os graus a quem. É seu direito praticar um Karate de qualidade!

Obrigado pela leitura e deixe nos comentários a sua opinião. Esperamos que tenha gostado.

Ossu!

46 comentários sobre “AS GRADUAÇÕES NO KARATE SHOTOKAN

    1. Ele fez bom trabalho

      eu sou branca mais vou fazer o exame de faixa agora 30 abril <<<<<<<<<<<{tomara que eu possa ter a faixa correspondente} que DEUS me ajudar.

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  1. Osu Daniel! Até que enfim o pod cast sobre esse assunto. A um tempo venho pedindo esse Pod para VC.
    Desde 2004 faço um trabalho com graduações para crianças, essa metodologia baseia se no desenvolvimento técnico, motor e afetido da criança. Quando implatei fui muito criticada basicamente pelas pessoas que ainda possuem uma mentalidade engessada e não entem a evolução natural do Karatê.
    Primeiro gostaria de ressaltar que sou contra menores de idade faixas pretas de Karatê, denegrindo totalmente a importância do faixa preta. Outra questão é a prática do karatê por crianças cada vez menores, no meu caso tenho crianças de 03 anos iniciando as aulas.
    Foi perfeita sua explanação histórica dentro do Karatê. Vale ressaltar TB o sistema Mekyo antes mesmo dos OBI.
    Essa intervenção pedagógica foi escrita e estrutura por mim e a sensei Priscila Vilas Boas no Paraná.
    Osu Parabéns Pinto San. Amando cada vez mais seus Pod Cast.

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  2. Sensei Pinto,

    Sou praticante de Taekwondo, faixa preta 4 DAN. Pratico também Karate Shotokan, sou faixa roxa. Sou um estudioso das artes marciais. Gostei mundo desse seu artigo. Seus comentários são enriquecedores. Abraços ….Ossu!! Taekwon!!

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  3. Oss
    Excelente matéria. Parabéns a toda equipe pelo ótimo trabalho e por desmistificar o Karate do.
    Quando vejo em videos, “professores” com Karate gi preto, vermelho ou algo assim é sinal de picaretagem. Oss

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  4. Excelente texto, muito obrigado por compartilharem esses conhecimentos, parabéns a toda a equipe, OSU!

    Paulo Arcênio – Florianópolis/SC – Associação Força Marcial Brasileira.

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  5. Excelente matéria para esclarecer realmente o que é o nosso karate shotokan e suas criações dentro da arte. Muitos não tem esse conhecimento e agora saberá o porque não temos a taixa coral, graduações nas pontas das faixas e os nossos dogis não são coloridos e sim bancos.
    Parabéns mesmo por essa matéria.
    Lúcio Ferreira sensei.
    Ossu!

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  6. Ossu!

    Muito bom! Bem resumido e bem objetivo; não tem como não entender! Se alguém do Shotokan, pensa contrário ao que foi mencionado; com certeza, esta com segundas intenções…

    Obs.: em relação ao termo “Shiran”; alguns vídeos da JKA, já vem atualmente com essa nomenclatura…

    Sensei João Carlos – Bushido Dojo – Campina Grande/PB

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  7. gostaria de pedir os termos históricos quanto a cor do patrão da roupa do karatê, como região, época e nomes de artigos de mestres em relatos biográficos, e por favor nomes dos livros, não quero contradizer o que foi dito, é mais só por curiosidade e fiz acadêmicos,

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  8. Muito bom! Simples, direto e esclarecedor, sempre ouvi isso do meu sensei. Eu mesmo conheço alguns karateca que pularam do I dan para o IV, com exames especiais e que usam essas fitinhas ridiculas na faixa e o pior, colocadas com esparadapo. Parabéns para toda a equipe do site. Oss!

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  9. Toda a equipe do site está de parabéns!
    Uma matéria sem igual. Conteúdo de altíssima qualidade.
    Oss!

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  10. Oss! Muito bom texto e fatos históricos, mas julgar como errada a atitude de um Dojo Onde os adeptos de Karate-Do usam listras nas faixas é errado TB, pois usarem ou não usarem listras definindo o Dan, não define a qualidade doprofissional, mas sim cada Doko tem uma mentalidade.Quero dizer que por exemplo no meu Dojo que vem de linhagem séria, independente do Sensei Juiti Sagara não tet usado listras, seu discípulo Benedito Nelson usava e ensinou a usar listras. Seno passado Funakoshi, Nakayama e etc não usavam, não quer dizer que o uso da listra perverta nossa arte. Acho que como disse certa vez sobre este tema, esquentada cabeça com coisas desse porte é perder tempo, pois cada um lidera sua associação e federação de um jeito e não vão mudar porque agradada e desagrada a alguns. Acho que o que enfraquece o Karate-Do não são listras, mas sim o Karate-Do com foco esportivo. Isso sim, pois se fecham nas regras e a arte se perde nos dos Dojo por aí tendo que vir a publico com o nome comer ial de Karate Jutsu pra chamar a atenção. Quando em realidade o que é mostrado com esse nome é o Karate-Do a rigor longe do aspecto esportivo.
    Oss!

    Curtido por 1 pessoa

  11. Gostei das informações, porém esperei abaixo fontes para fortalecer o inscrito, e não achei, gosto de ler, no entanto, que esteja em alguma fonte de mais confiança, se tem gostaria que me passasse para que eu leia.

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  12. Parabéns Tiago Sensei, excelente texto. Então pelo que entendi a faixa coral é aceita, apesar dos precursores não a usarem, e enquanto as faixas acho interessante, principalmente quando está em um campeonato ou visitando uma academia, para que possa saber qual o dan dos faixas pretas. Osu

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  13. Belíssimo trabalho,espero que alcance o maximo de karatecas do estilo shotokan,e que a vaidade de muitos que usam todo tipo de enfeites em suas vestimentas pra chamar a atenção ou aplausos à sua graduação seja repensada e voltem as origens.

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  14. Legal o texto para mim kimono é branco faixa é preta de outra cor sem frescura de faixinha vaidade fica para outro lugar. kkkkkk

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  15. Oss. Parabéns pelo post. Praticante de Karate Shoto Kan apenas a cerca de 50 anos, me deliciei com sua clareza e sou obrigado concordar com o que tenho aprendido e ministrado em minhas aulas ao longo de minha carreira. O respeito às normas e hierarquias são fundamentos que merecem respeito e consideração. Não entrarei no mérito das diferenças de escolha, porém deixo bem claro: sigo os ensinamentos dos mestres que vieram antes e com os quais aprendi, não mudo um passo ao ensinar.

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  16. Parabéns ao sensei Tiago pela excelente explanação do tema, tão importante para nós karatecas nos dias atuais. Opino também sobre manter as tradições japonesas na padronização desta arte, mas concordo com o sensei Allan Franklin quando cita o desvio da essência marcial para a esportiva, comum na maioria das academias de karatê nos dias atuais. Oss.

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  17. Alain Ruta, eu próprio somente usei faixa Branca, Marrom, e Preta naquela época na França ainda era deste maneira, quanto a questão de se perder ou respeitar como queiram, os professores devem entender que sim é possível se ensinar o karate tradicional e o esportivo, para tanto somente é preciso obter um conhecimento mais amplo possível. e principalmente não perder o contato com os mestres, estar sempre a procura de mais conhecimentos.

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  18. Muito bom o texto citado, é uma pena que não temos uma fiscalização quando nos referimos a professores faixa preta, que sejam realmente registrados em uma ” confederação ” digamos que reconheça o faixa preta, por que digo isto, conheço muitos, mais muitos mesmo, faixas pretas,, karatê ,,, pois afinal,, se criaram inúmeras federações nos estados e país. e por fim,,, acaba que em muitos estados isso significa apenas um negocio ou uma forma de ganhar dinheiro… uma pena…

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  19. Gostei muito da matéria, só faltou as referencias de onde foi tirada, ex. livros site etc., no mais ela é muito esclarecedora, creio que não fugio do que a maioria aprendeu.

    Oss.

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  20. Oss!
    Existiram alguns Dojo e Sensei no Brasil que adotaram as listras em suas associações,sempre foram respeitados pelos Sensei japoneses que vieram lecionar no Brasil e erame bem mais sérios no Karate-Do do que muitos que estão ostentando cargos e graus em federações, associações e que não tem uma listra se quer na faixa.
    Portanto isso tudo é muito relativo e questionável aqui no Brasil.

    Oss!

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  21. Uma verdadeira aula de extrema importância para os praticantes dessa nobre arte marcial.
    muito obrigado.
    Oss!!

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  22. OSS ! Refletindo: Se a lógica de não ser usado modelos tecnologicos (pois compreendo enquanto Arte, enquanto Marcialidade implicada, e, doravante, esportividade), o Karate-Do é um Tecnologia Social, destarte, transforma o comportamento.
    Sob a perspectiva ora posta, a subtração de qualquer sujeição de novos elementos a esta Tecnologia Social se delimita pelos aspectos comportamentais, atitudinais e procedimentais do seu idealizador, o Memorável Mestre Funakoshi, Gishin. Correto ? Então, penso (logo vejo que existo), minhas questões se constituem, se o pilar é o real, quiçá ideal de:
    1) Se O Mestre era, pois, 5o DAN o nível que ele adquirira, então usar a faixa coral sendo uma ofensa ao digno Sensei, uma vez nunca ele ter usado algo similar, então ofendido estaria ainda mais o Mestre se assim tivesse que impor-se numa filieira àqueles que tiveram nada menos que o dobro (em numero absoluto) da quantidade de graus atribuidos como modelo de qualificar os níveis de exímio conhecimento. Entretanto, não foi exatamente isso que nos deparamos;
    2) Por que a maioria das fotos do Mestre Funakoshi nas Academias espalhadas pelo Brasil afora, não obstante, no mundo, o Mestre encontra-se eximiamente vestido de Preto ?
    3) Neste item, registro conter-me minhas dezenas de indagações complementares, para não ser prolixo, uma vez que creio estar passando com clareza a minha linha de raciocínio como pesquisador. Funakoshi era peremptoriamente CONTRA competições, ou seja, esportividade atrelada as técnicas do Karate-Do. Não sou eu quem digo isso, é o próprio manifestado em todos os seus livros e apresentações. Então qualquer medalha que se tenha num Dojo é, nesta perspectiva, a mais determinante de TODAS as ofensas ao Mestre, pois, não ?

    Assim, ratifico que continuo pensando, sob minha ignorância frente a multiplicidade da interação provocada por toda e qualquer manifestação artística, sendo a Arte, o fruto de concreto produto da inspiração humana. O que seria dos nossos automóveis se, falta de respeito, portanto, anti-social comportamento, podendo até ser imoral, porque não dizer ilegal, não mantermos o mesmo modelo tecnologico do original veiculo automotivo (objeto que nos auto move) criado pelo Mestre Henry Ford ? Coitada da Fórmula 1 !!!!!!

    Os tempos evoluem, cada ponto de vista sempre será a vista de um ponto, simplesmente mudando de posição, a visão será diferente. Essas sim são Leis Universais, quais as Artes se submetem e inspiram novas criações, ou seja, a tentativa de superar essas Leis.

    Esqueçam o Celular hein pessoal !!! Senão Grambel ficará ofendido !!!

    OSU SHINOBU, ou desculpa ! Abreviaram a expressão agora é OSS ! Mas não se sintam ofendidos.

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  23. Muito bom, esclarecedor. Porém deve existir uma flexibilidade na evolução da arte marcial. Criticar o desporto intensivo do karatê é leviano, treinadores e árbitros da Cbk karate olímpico, saíram de dentro do shotokan tradicional, lembrem-se que o atleta que treina pra competir mais de 4 horas por dia merece respeito, a visão cauterizada de manter tradições somente por achar bonito não ajuda em nada a evolução, na natureza quem não evolui é passado pra traz, de okinawa te até karatê jitsu wado ryu houve incorporação técnica, houve padronização de uniformes de judô para o karatê. Logo seria de boa aceitação se as mudanças viessem de okinawa? Quer dizer que por causa de questões de necessidades praticas, um ocidental não pode ser autor da evolução? Se for assim então vamos voltar a 3 obi shiro, shairo e kuro, por que o sistema de cores é uma sugestão ocidental mesclada com homologação japonesa. E porque correr de um dojo que o sensei não veste branco, o que vale é a qualidade do karatê treinado pessoal, na minha academia, se você quiser boxear boxeamos, se quiser ir para ne waza (rolar) nos iremos porque estou sempre aberto a evoluções, “ah, porque funakoshi fazia assim” então irei imiar funakoshi. Funakoshi é referência pessoal. O shotokan tradicional não é nem o tubarão branco, porque esse sim até hoje nunca precisou evoluir. Evoluam, se precisar de forrar a lapela do do gi pra a cor preta, faça porque assim não suja, não fica encardido. E pra encerrar, sejam produtivos, vmos visitar o pessoal do shorin, do goju, e vamos sim treinar kyokushim também, porque as origens estão entrelaçadas, tudo é karatê, a WKF está unificando, os árbitros estão conhecedores de todos os estilos. O Ju Do é um só, porque o karatê também não pode ser? Oss ou ossu, a intenção é a mesma, e tirem a venda dos olhos pra que não haja mais comentários tipo o de Hélio grave, dizendo que professores de karatê vão morrer de fome. E ele tinha razão, os tradicionalistas vão morrer de fome. Oss.

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