PINTO KARATE CAST#29 – As armas de Okinawa

...ou as armas do karate, por que não?
…ou as armas do karate, por que não?

Você sabia que podemos treinar karate com armas? O kobudo de Okinawa, uma arte marcial tão antiga quanto a  arte das mãos vazias, que por muito tempo andou de mãos dadas com o Tode, pode ser o que faltava para preencher as lacunas que o atual karate possui nos seus  kata.

Tiago Frosi, José Pedro e Pinto san, reunidos nessa maravilha de podcast  para falar  um pouco sobre essa arte irmã do nosso karate, e o programa de hoje fará você ter pesadelos devido a revelações e polêmicas!
Coloque seu fone de ouvido, clique no play e divirta-se.
Oss!

LINKS COMENTADOS NO CAST.

Hiroshi Shirai demostrando o kata Matsukaze no Kon.
Tetsuhiko Asai no vídeo demonstrando as armas do kobudo.
Mestres da Keio Dai, alunos de Funakoshi sensei, mostrando mais um pouco do kobudo no shotokan.
Seminário de Kobudo na ESEF UFRGS, com Tiago Frosi sensei.

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KIMONOS KENSHUSEI

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20 comentários sobre “PINTO KARATE CAST#29 – As armas de Okinawa

  1. Muito Bom.Tenho um par de sai que comprei quando viajava de férias em Paris.Tive q despachar dentro da mala.Oss.Marcelo Andrade Sandan ITKF Rio de Janeiro

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  2. Em 1609, o Clã Satsuma atacou e varreu as defesas de Okinawa. Os nativos utilizavam apenas punhais, ineficazes contra o grande arsenal samuraico e navios de guerra. Os únicos instrumentos que os fazendeiros e pescadores tinham eram as ferramentas simples de trabalho.

    As Artes Marciais únicas de Okinawa, o Karatê-Do (To-De) e o Kobudo (Ti-Gua) nasceram nesta época. Por longos anos, as técnicas de Artes Marciais Orientais foram incorporadas ao Okinawa Karatê-Do e Kobudo para estabelecer o que conhecemos hoje. Os métodos chineses de luta (Kempo ou Chuan-Fa) foram uma combinação de técnicas com mãos vazias e com armas, como exemplo o San-ku-chu, antecessor do Sai. As técnicas de bastão já eram utilizadas por okinawanos para proteção contra agressores. Algumas novas armas foram feitas usando como ferramentas os utensílios dos agricultores, por exemplo, o Nunchaku, a Tonfa e o Kamá que foi a única ferramenta com lâmina de metal utilizada naquela época.

    Estilos distintos e variados emergiram durante a Era do Reino Ryukyu: o Shuri-Te (Shorin-Ryu) foi centralizado em Shuri, capital do Reino Ryukyu, Naha-Te (Shorei-Ryu e Goju-Ryu) no centro comercial de Naha, e Tomari-Te (Motobu-Ryu e Matsubayashi-Ryu) no distrito portuário de Tomari localizado entre Shuri e Naha. Cada estilo teve seus mestres, os quais, estabeleceram às tradições preservadas até os nossos dias.

    As técnicas de Karatê-Do e Kobudo foram, por suas naturezas guardadas em segredo. Assim, há poucos registros históricos, sendo que foram praticamente passadas oralmente de pai para filho ou de mestre para discípulo. Desde a invasão pelos Satsuma, Okinawa foi controlada por um governo fraco sob rédia do Shogunato, até a restauração Meiji, na metade do século 19 onde, seguiu-se a dissolução do reino, e em 1879 acontece à anexação de Okinawa a nação japonesa como uma prefeitura (Estado), novas instituições de Karatê-Do e Kobudo foram incorporadas ao sistema Meiji de educação pública.

    Lá seguindo um movimento de modernização educacional foram feitas apresentações dessas Artes Marciais ao público geral: durante a Era Taisho (cerca 1910-1926), demonstrações foram feitas por todo o Japão continental, e nos anos da Era Showa as escolas ou estilos – Ryu foram criados, como exemplo:

    Shorin-Ryu, Shorei-Ryu, Goju-Ryu, Uechi-Ryu, Isshin-Ryu, Ryuei-Ryu e Matsubayashi-Ryu. Hoje existem muitas sub-escolas (ryuha) e facções (kaiha). Cada uma contando vantagem por possuir Kata distinto, mas, sempre derivado dos movimentos básicos (Kihon-Kata) comuns para todas escolas como uma sistematização de técnicas de ataque e defesa.

    Treinamento rigoroso por anos de Karatê-Do e Kobudo cultiva um grande vigor espiritual e físico. Assim essas artes tradicionais contribuem para construir um caráter forte, um sentido de responsabilidade social e o desenvolvimento saudável de corpos e mentes, ofertam estas disciplinas marciais e agora esportivas, o Okinawa Karatê-Do e Kobudo hoje dão inspiração para pessoas por todo o mundo.

    O Kobudo Moderno foi introduzido por Shinko Matayoshi (1888 – 1947), este de uma família rica da região de Naha. Seu treinamento do Kobu-Jutsu começou na adolescência e incluía Bo-Jutsu, Kamá-Jutsu, Eku-Jutsu, Tonfa-Jutsu e Nunchaku-Jutsu. Na idade de 22 anos, ele se aventurou na Manchúria pelo norte do Japão. Lá ele uniu-se um bando de bandidos e aprendeu várias outras artes de armas, incluindo o arco e flecha (Yabusame), fazendo de seu método único entre outros estilos de Okinawa de Kobu-Jutsu. Mais Tarde, voltou a Okinawa, trazendo de Fuchou e Xangai (China), mais artes de armas além de acupuntura, ervas medicinais e uma outra forma de Boxe Shaolin (Shoreiji-Kempo). Shinko Matayoshi, junto com Gichin Funakoshi (precursor do Karatê-Do japonês – Shotokan), foram os primeiros a demonstrar o Okinawa Kobudo no Japão continental em 1915.

    Em 1921, com a visita do Imperador Hirohito em Okinawa, Matayoshi mostra o seu Kobudo em uma demonstração de Karatê-Do Goju-Ryu do Mestre Chojun Miyagi. Shimpo Matayoshi (1922- 1997), Hanshi 10º Dan, filho de Shinko, começa seu treinamento de Artes Marciais em idade de oito anos sob a tutela de Chotoku Kyan (Shorin-Ryu).

    Em 1934, começou a treinar Karatê-Do e Kobudo sob a tutela do pai. Em 1935, passa a estudar com o Mestre Gokenki, chinês radicado em Okinawa, aprendendo o Katá Hakutsuru (Forma da Garça Branca) que a seu pai tinha sido ensinado. Depois da morte do pai, ele continuou o legado, assumido as responsabilidades e técnicas ensinadas.

    Em 1970, ele forma a Federação de Kobudo de Okinawa (Zen Okinawa Kobudo Renmei) e até sua morte em 1997, foi o conselheiro técnico para todos estilos do Okinawa Kobudo.

    Ele foi também o único karateca a aprender o Kata Hakutsuru diretamente de um mestre Chinês autêntico.

    Em suas viagens demonstrando seu estilo único de Kobudô, ele foi constantemente solicitado a demonstrar o Hakutsuru, o qual, ele nunca ensinou abertamente para qualquer um. Seu conhecimento sobre a Forma da Garça Branca foi incomparável.

    Oss!

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  3. Muito Obrigado por compartilhar tais informações.
    Aqui na minha cidade temos Sensei Irajara que separa uma parte de seus treinos para o Kobudo.
    Oss

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  4. Oss!

    Bem interessante esse pod cast, sobre armas no Karate; um outro pod cast, poderia esclarecer; se possível; o por que com o tempo, foi sendo deixado de lado por alguns Senseis, essa prática do Karate Shotokan…

    Att.: Sensei João Carlos – Bushido Dojo – Campina Grande/PB

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  5. Muito bom o cast e com um tema muito interessante. Só achei que poderia haver mais informações sobre o Kobudo no Brasil.

    Oss!

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  6. Muito bom, o cast está tirando muitas duvidas. Meu sensei sempre comentou de partes de kata que deveriam ter um bastão e tal. Já treinei kobudo com nosso shihan (no caso é sensei do meu sensei) que passava um treino uma vez no mês, mas tem um tempo, deve ter uns cinco anos. Pelas descrições do cast acho que era o kobudo japonês, usávamos uma bokuto. Mas agora com mais informação vou procurar saber.
    E, sem querer ser o chato, só um detalhe, no kyudo quando se refere só ao arco chama-se yumi.
    Pra terminar meus comentários… Competição só sacaneia com a cultura!!!!
    Oss.

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  7. Mais uma vez, excelente podcast, parabéns, Pinto san, Thiago sensei, Pedro. Este episódio me abriu os olhos para muitos aspectos interessantes do kobudo, sem falar em seus benefícios para a prática do próprio karate, como o fortalecimento das articulações muito semelhante à aqueles treinamentos com clava do the best of karate de Nakayama sensei. Confesso que tinha um preconceito, justificável, com o kobudo, devido ao fato de haver uns “mestres” aqui de pernambuco que andavam pra cima e pra baixo fazendo demonstrações com suas espadas compradas em shopping e nunchakus feitos em casa. Em fim, e com muito prazer, podcast curtido, comentado e compartilhado. (foi só o Pinto san ameaçar cortar o cast que nêgo corre pra comentar)

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  8. Olá pessoal, tudo bom?

    Bom, vocês pediram pra ouvir, e cá estou eu. Gostei muito do episódio, apesar de ser um tema bem específico e me pegar perdido em alguns momentos, mas foi muito interessante. A edição está muito boa também, valeu!

    Continuem assim!!!

    Abraços!

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    1. Obrigadão Gudima. Eu (Pinto san), confesso que estava com medo de decepcionar no conteúdo e edicão. Pra mim, o trabalho de vocês é excelente e deve ser levado em consideração como controle de qualidade podcast 9001 . Hehehehe
      Abração e obrigado.

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  9. Quanta informação boa! Adorei o Cast
    Vocês estão de parabéns com o site!
    Eu queria perguntar algo … o Tiago comenta sobre o livro “Karate-Do For The Specialsit”, esse livro ainda se encontra hoje em dia?
    Dei uma pesquisada na internet e não achei nada, mas fiquei muito curioso sobre os kata que Egami ensina no livro, e também sobre as versões de unsu, sochin, etc.

    Será que Tiago não poderia liberar algumas fotos de algumas paginas do livro?

    Mais uma vez, esse seu site é nota 10! Devia ser de leitura obrigatória de todo karateka!

    Um abraça a todos!
    🙂

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