KARATE NEWS # 34 – 09/11/2013

O karate em notícias

Com Roberto Sant’anna,Tiago Frosi , José Pedro e Pinto San

– MMA – Chinzo Machida enfrenta Brian Wood no RFA 11

– POLÊMICA – Banalização da faixa preta no Jiu Jitsu

– WKF – Mundial 2013 de Junior e Cadetes na Espanha

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Karateca Faixa Preta 1º Dan SKIF Brasil (Shotokan Karate-Do International Federation) e FKERJ (Federação de Karate do Estado do Rio de Janeiro) da Associação Samurai Karate Clube. Osu!

Publicado em 10/11/2013, em KARATE NEWS e marcado como , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 21 Comentários.

  1. Rogerio Even

    Pinto san, muito divertido ouvir essas notícias, além de informativo. Quero destacar a matéria da Tatame sobre a venda de faixas no jiu-jitsu, que ocorre aos montes no Karate… Que sirva de alerta pra esses picaretas, pois eles não estão passando sem serem percebidos! Parabéns pelo trabalho, Osu!

    Rogerio Even
    Associação Shidantai
    Rio de janeiro

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  2. Pinto san! Parabéns mais uma vez, adoro ouvir karate news, é de grande importância esse seu trabalho para nós do karate. Essa questão de faixa!!! meu Deus!! p… que coisa. Cada dia pinta uma nova, Penso assim, em cada dojo a faixa tem seu peso, a cor pode ser a mesma, mas o valor dado a ela é bem diferente.

    Guilherme Aurélio
    Itaberaí- Goiás

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  3. Muito interessante a matéria de hoje, é complicado essa máfia das faixas, mas é importante ver o profissional que usa a faixa, e principalmente aos alunos que treinam com essas pessoas tem que ter cuidado pois normalmente são picaretas que não se preocupam com o karatê. Osu
    Val Lima
    Associação Senshi
    Aramari – Bahia

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  4. Estava ficando calado a respeito da questão das faixas mas vamos lá.

    Na minha opinião, faixa, hoje, serve para indicar que seu professor reconhece seu progresso e habilidade, só isto.

    O que entendo estar implícito nas reclamações de alguns é que os critérios de sua organização ou professor são melhores que os de outras e neste sentido:

    Impossível negar que há diferença de critérios.
    Impossível negar que há mesmo faixas pretas com técnica questionável.
    Impossível negar que há examinadores cuja atuação é realmente criticável.

    Entendo que é impossível homogeneizar critérios tais em organizações grandes e, por isto, como o karate está muito divulgado, sempre teremos este tipo de problema, como creio que qualquer arte marcial que cresça muito vai ter também.

    O que fazer então?

    Minha sugestão, para tratar esta questão, é simples: mais que ter critérios homogêneos, é precisamos ter bons treinos regulares nas academias pois, entendo que é o bom treino que permite aprimorar o atleta e distingue os que treinam bem e os que não o fazem. Já vi muita discussão de fórum de internet virar treino e, no treino, a discussão virou amizade. Só se conhece um karateka num treino. Muitos faixas pretas procuravam minha academia com um monte de conversa, e eu até ouço porque não sou surdo, mas estes atletas terão que mostrar o que são no treinamento que faremos o que de karate têm.

    Pode usar qualquer faixa, não é da faixa que vou gostar ou não, mas da pessoa que usa a faixa.

    Obrigado de novo pela lembrança, Pinto, (você já se referiu aos nossos comentários outras vezes) Vou me apresentar: tenho 49 anhos, sou de Uberlândia, Minas Gerais, moro em Catalão, Goiás desde 1992 e treino desde meus 14 anos, já tive experiência com dar aulas antes de ser faixa preta, na Academia Takey onde treinei até a marron, Em Catalão, tenho academia desde 92 e ainda treino e dou aulas. Jà fiz cursos com vários mestres do Brasil (Conheço o Sensei Roberto Santana de um curso que fiz com um mestre da Africa do Sul) e fora do Brasil. Tenho alguma experiência com administração do esporte a nível federativo, mas escolhi nesta fase de vida, só treinar e formar os filhos, que, hoje, são meus alunos.

    Gosto muito das músicas e efeitos sonoros que coloca no cast. Continue assim e, acho que dá para passar durante o treino sim, no caso, antes do cumprimento final.

    Augusto César

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  5. Com relação à banalização das graduações no Jiu-Jitsu: é coisa que possa preocupar, porém há funil, visível a todos, que é o campeonato, praticamente realizado por no máximo duas associações. As federações e as ligas (não sei se as ligas foram adiante). Por este motivo vejo essa bronca mais como um prejuízo aos profissionais de bem, que levaram seus 8 a 10 anos de sempre para pegar a preta. Porém, receber promoção rápida no JJ não é novidade. Vitor Belfort (graduado pelo próprio Carlson Gracie) e BJ Penn (pelo Renzo) tiveram carreiras meteóricas. O Macaco subia nos ringues com a roxa ainda na cintura. De um Vale-Tudo para outro (na época dos sangrentos IVCs) ele apareceu com a marrom. Mestre Hélio Gracie, com sua academia ainda na Av. Rio Branco, “batizou” vários alunos nos Vale-Tudo da época: mestres Hélio Vígio, João Alberto Barreto, Armando Wriedt, Pedro Valente [1, cap. 3). Um lutador que consegue ser forjado em luta real, pouco estará se importando com a cor da faixa que estará amarrada à sua cintura. Logo, os picaretas são facilmente rastreáveis por não sobreviverem nos campeonatos.
    Já no karatê, temos trinta e x federações, cada uma com seus próprios campeonatos, sendo que não há um campeonato com os campeões de cada uma destas pra vermos o pau comer. Adoraria ver. Regras padrão KWF do Yahara. Daí, a ascenção de graduações, acaba virando isso que estamos vendo. E tais ascenções não são rastreáveis, pois cada federação isola-se em seu canto e não estabelece um intercâmbio (campeonato pega pra capá) Sempre víamos o karatê “shobu-ryu” (ou katashobudoryu) como algo ruim por ter graduações acima do 10o dan. E agora, no Tradicional, que quando o homem lá morrer vão querer dar o 11o dan pra ele?
    Por isso, penso que ao se estabelecer um paralelo do que acontece no JJ com o que acontece no karatê, deva ser levado em consideração este aspecto.

    Quanto ao Dana White, vou discordar um pouco. Explico a seguir. Um cara que comprou um evento por US$ 2 milhões e hoje vale US$ 1,3 bilhão[1, p. 22], deve saber o que faz. Se ele critica o estilo do Lyoto, o faz por seus motivos, não importam quais sejam. Penso que cabe ao lutador alvo da crítica fazê-lo engolir as próprias palavras. E, sinceramente, para mim, o Lyoto escutou o cara, pois manteve em seu córner desta vez (ao contrário do córner tradicional que tinha) o mestre de Muay-Thai Rafael Cordeiro (Ex-Chute-Boxe, líder da Kings MMA) e, como provável consequência direta disso, encerrou a luta com um semi-circular com a veia da canela na lata do Muñoz, golpe tradicionalíssimo de Muay-Thai [2]. Portanto, me perdoem, mas aquele golpe não é mawashi gueri.

    Outra coisa que vou preferir discordar também: “levar o nome do karatê”. Prefiro ao invés disso recordar-me de alguns pontos: 1) com o ressurgimento do Vale-Tudo nas décadas de 80 e primeira metade da década de 90, havia ainda algum sentido comentarmos a vitória do representante da luta x ter vencido o representante da luta y; 2) hoje, atletas profissionais de MMA não sobem ao octógono sem treinar as seguintes disciplinas, cuja eficácia foi comprovada nos últimos quarenta anos nos ringues, nos tatames, nas ruas e também contra outras lutas: Muay-Thai, boxe, wrestling e jiu-jitsu (ou no-gi jiu-jitsu) e mais sua luta de origem, caso não seja nenhuma destas. E este é o caso de nosso ídolo Lyoto Machida. Por este motivo prefiro discordar também da referida frase. Concordo entretanto que recebamos com felicidade vitórias de um lutador profissional que tenha sido oriundo do karatê.

    Com relação ao comentarista Augusto: eu acredito muito que ele seja o nosso colega Netto110, um dos primeiros camaradas que surgiram no karateca.net, lá pelos idos de 2004. Augusto, se você for o Netto110, dê um sinal de vida rapaz! Quanto tempo!

    Pô, estou gostando da frequência dos casts! Parabéns a todos, senseis Roberto e Tiago Frosi, Pinto e José Pedro.

    Abraços
    BigBoy – Curitiba – 45 a

    REFERÊNCIAS:
    [1] AWI, Fellipe. “Filho teu não foge à luta”. Rio de Janeiro: Editora Intrínseca Ltda, 2012.
    [2] http://mma-gifs.tumblr.com/post/65312470758/ufn-30-lyoto-machida-vs-mark-munoz
    [3] http://blog.paddypower.com/2013/10/27/gif-lyoto-machida-lays-out-mark-munoz-with-this-head-kick/

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  6. Ainda com relação à polêmica das faixas, há uma extensa discussão, com vários depoimentos interessantes em [4]

    E quanto ao Lyoto, faltou eu comentar o que creio que seja o mais importante: é a beleza de sua luta, a noção quase que perfeita de distância e a visível aplicação de de-ai, assim como de ma-ai, o que nos faz não termos dúvidas de que se trata de um karateca sangue azul. No demais, ele é um *** profissional *** de MMA e vence suas lutas graças à plêiade de artes marciais que pratica e não só devido ao karatê. Esse é o meu ponto de vista.

    [4]: http://forum.portaldovt.com.br/forum/index.php?showtopic=163787

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  7. Oss Daniel sensei

    esse negócio de venda graduação continua uma vergonha em todas as A. Marciais…..

    Oss
    alberto – Shudokan /Santos -S.P.

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  8. Um exemplo prático ao qual eu me refiro quando um picareta entra nesses campeonatos de JJ é o vídeo a seguir.

    Com campeonatos unificados, consegue-se filtrar isso de forma simples.
    Agora com cada federação entronando o seu “campeão” fica difícil.

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  9. O cearence da FCK (Federação Cearence de Karate) Breno Mateus se tornou campeão mundial da WkF ,obrigado ao pinto san por divulgar essa vitória do nosso karate nacional !!

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  10. Pinto me fala uma coisa, existe faixa azul no karate shotokan ? Que eu saiba não, o Vitor Belfort recebeu de um professor essa faixa, olha esse link ai .

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    • No caso das coloridas as organizações de shotokan colocaram outras cores, aqui no Japão 90% dos dojo da JKA só usam as cores branca,verde,roxa,marrom e preta.
      Acho que o lance de Belfort deve te sido um grau simbólico ou uma graduação do Karate Jutsu do Vinicius ( que foi tecnico do Belford ).
      Em um video onde aparece ele treinando no dojo do Tanaka no RJ, vc percebe que só ele usa essa faixa azul.
      Há muitos anos atras colocaram as faixas azul e cinza na CBKT, mas era para as crianças de até 6 anos que não tinham nivel para pegar a amarela ou vermelha, e para estimular os pequenos a treinar, inventaram essas faixas, mas parece que caiu em desuso .
      Oss!

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  11. EricFatman

    Pinto San a cada karate news que ouço tenho me divertido muito.Agora vc pode me tirar uma duvida eu sei que no shotokan não existe a polemica faixa coral mas um dia visitando um dojo de karate shito-ryu o mestre dele “que não vou divulgar o nome ” usava uma faixa coral ele se dizia 8º Dan,a minha duvida é em outros estilos de karete existe a faixa coral.Um abraço Pinto San e sucesso no blog.OSS!

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    • Olá meu querido, como ta?
      Em outros estilos existem essa bendita faixa, eu percebi isso depois que vi varios mestres de karate em okinawa usando .
      Mas no shotokan não tem.

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  12. Big Boy, sou eu mesmo. 🙂

    Estou muito enrolado na profissão e vida pessoal e ainda resolvi que ia treinar direito deste ano em diante (após recuperar de lesões chatas na panturrilha). Vou deixar para comentar mais as questões que você abordou bem quando o Pinto fizer um cast específico. A questão da graduação e a questão das muitas federações merece um cast específico, não acha?

    Augusto (Netto110 do karateka.net)
    Academia Athletic Center, Catalão – GO
    (Pinto libera assinatura nestas respostas que ninguém mais esquece de falar quem é e de onde veio, ou coloca um link para uma sessão do karateka.,.net exclusiva para comentários sobre cada cast. Acho que o pessoal libera para você e outro colega moderarem esta parte -Olha eu dando palpite no trabalho dos outros….)

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  13. Pooou Pinto San, toda vez que comenta tem que repassar a cidade então? Bom, dessa vez não estou mais em Pelotas, agora é diretamente de Porto Alegre, aluna de Tiago Sensei!! Osu!! 😉

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    • Olha que folgada, e ainda dando carteirada…
      Me aguarde!
      Wooooooaaaaahahahha (risada diabólica enquanto esfrega as mãos freneticamente)

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  14. Marcelo Luna

    Quem diria que essa questão de faixa comprada ou ganha sem merecimento chegaria no jiujiutsu Brasileiro…
    Nunca achei que fosse ver isso, já que desde quando acompanho essa arte sempre percebi que para ser faixa preta tinha que ser bom de verdade, tinha que ser casca grossa… …agora isso. Mas nada se compara ao Hapkido. O Hapkido levou a venda de faixa a outro nivel, com cursos de 08 horas para virar shodan, sites especializados em vendas de graduações…
    Pelo menos por aqui no Esp. Santo nao vejo isso no karate (venda de dan), até pq os exames são tão faceis que fica bem mais em conta treinar um pouquinho, ir lá fazer o exame e ser graduado.

    E aqui seu cabra pinto, é Marcelo Luna, Komaltente de Vitória-ES futuro SHodan de Shotokan!!

    OSU!!!

    KOMAL PORRA!!!

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  15. Francis Braga

    Então Pinto San…sobre a questão de vendas de faixa, no karatê eu não tenho visto, mas infelizmente as organizações, meio que presenteiam as faixas nos exames (com algumas excessões é claro), ou seja, o exame não tem rigor nenhum e só o fato de fazer o exame já conquista a tão sonhada faixa (não tem reprova). Isso é perceptível pelo nível dos faixas-pretas. Vc vê shodans girando o pé p chutar mae-gueri, base ruins na execução de katas, péssimo preparo físico, desequilíbrio para chutar yoko-geri, enfim…faixa pretas com nível de vermelha ou laranja (e olha lá hein!!)…Eu sou do tempo em que karateka não lavava a faixa por conter nela o suor q derramou para adquiri-la e experimentar a faixa do companheiro de treino nem pensar. Lembro de uma vez ainda moleque, que peguei a faixa verde de um colega e antes de coloca-la na cintura meu sensei me deu um tapa na cabeça e meu deu uma baixa bronca na frente de todo mundo: “Vc quer colocar uma faixa na cintura vc tem que merecer”. Nunca esqueci.
    Por mais que a faixa serve, como dizem, para segurar as calças, esse tipo de conciência, me fez treinar com mais rigor para alcançar cada graduação adquirida.

    Mais uma vez , obrigado pela dedicação nos posts.
    Fico sempre ansioso esperando o proximo kast.. Valew!!!

    Francis Braga.
    Academia Power
    Marília/SP

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  16. Oss!

    Sera que algumas Artes Marciais terão que fazer igual ao Kendo, que não utilizam faixas e assim, ouvimos falar pouco de problemas dessa natureza; pois devido a banalização ou ostentação que se gira em torno de faixas, não seria uma má ideia! E sobre o mundial da WKF, parabéns ao medalha de ouro, Nordestino, Breno Mateus!!

    Att.: Sensei João Carlos – Bushido Dojo – Campina Grande/PB

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