OS BASTIDORES DA JKA BRASIL – A origem

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Roberto Sant´anna

Olá, meu nome é Roberto Sant’Anna, 50 anos de idade e Profissional do Karate-do.
Tenho um Dojo em Ribeirão Preto há 30 anos e provavelmente hoje, deve ser o Dojo mais antigo da cidade. Tivemos o prazer de ter recebido aqui no Brasil, no Rio de Janeiro e aqui em Ribeirão Preto, a visita do Mestre Mikio Yahara, uma Lenda viva do Karate-do Shotokan no mundo. A aceitação do Curso foi enorme e até agora temos recebido elogios, tanto pela organização do evento, como pelo conteúdo mostrado pelo Mestre. Foi um sonho realizado, já que eu e o Sensei Felipe Martins  do Rio de Janeiro, vínhamos tentando a vinda dele já ha algum tempo. Porém, junto aos elogios, também ouvi algumas criticas, dentre elas, a de que eu seria um TRAIDOR da JKA (Japan Karate Association ), pelo fato de ter trazido um Mestre que não pertence mais a organização.
Então resolvi contar um pouco a minha “estória”, para calar a boca de muita gente aqui no Brasil, que se acha dono do Karate-do.  Comecei a treinar Karate do em 1975,e m Ribeirão Preto, no Centro Ribeirão-pretano de Judo e Karate, com Mestre Toshio Ozawa.   Em 1979, como ele fechou seu Dojo na cidade, passei a treinar com Isokichi Okuyama Sensei, conhecido como Sensei Pedro, um dos primeiros alunos de TAKETO OKUDA aqui no Brasil.  Posso dizer sem medo de errar que foi ele quem me ensinou o Karate de forma correta. Foi um dos primeiros Instrutores de Karate, formado por Okuda Sensei em meados dos anos 70, juntamente com  Ricardo D´elia, Ennio Vezulli e alguns poucos outros.   Peguei minha Faixa Preta com ele  em 1982,  e segui treinando na Butoku-kai até que Okuda Sensei me chamou para que eu fosse à São Paulo, todas as sextas feiras, o que fiz por cerca de 5 anos.   Em 1994, tive um problema pessoal com Okuda SEnsei, que não quero aqui relatar. Necessário dizer que foi o bastante para terminar com nosso relacionamento pessoal.   Posso garantir ao leitor que foi a maior crocodilagem que já sofri na vida, vindo de uma pessoa que eu respeitava como meu MESTRE.  Foi o fim de uma ERA.

Em 1993 eu havia sido convidado a participar do IV Campeonato Mundial da JKA, que foi realizado na Africa do Sul  em Johannesburgo.  Mataria 2 pombos de uma vez só, pois lutaria um Mundial no auge de meu preparo Físico, 31 anos de idade, e conheceria aquele que seria meu novo Mestre, Stan Schmidt Sensei, uma LENDA do Karate mundial, e um de meus heróis na Arte Marcial.      Okuyama Sensei sempre me contava estórias  dele e como era respeitado na JKA do Japão, verdadeiro SAMURAI.    Com a ruptura de meu relacionamento com Okuda Sensei em 1995, Sensei Stan me aceitou como aluno, e desde aquela época, tenho iso frequentemente à Africa do Sul  para meus treinamentos anuais.   Me graduei com ele, Yondan, Godan e Rokudan, e hoje faço parte do Shihankai da JKA SA Karate Association.   Sou Professor convidado para os Gashuku anuais da organização e posso dizer que sou muito mais respeitado lá do que aqui no Brasil.

Voltemos à 1995, durante um Gashuku  na África do Sul , lá estava o Prof. Masahiko Tanaka (JP), como convidado.  Stan Sensei deve ter dito a ele que havia um Brasileiro  esforçado, que já ia todos os anos ao gashuko, desde 1993 para treinamentos,  Tanaka ficou curioso e quis me conhecer.  Me convidou para fazer exame de Yondan, e que se eu passasse , gostaria de conversar comigo.     Passei no Exame mais duro que já tive na vida, fiz 9 vezes  Jyu KUmite com Sul Africanos da  Elite do Karate.   Após o exame,  estávamos  eu, Sensei Stan e Sensei Tanaka, que pegou um guardanapo de papel e desenhou algo que parecia ser um mapa mundi, me mostrando a situação da JKA  fora do Japão.   Todas as vezes que ele apontava um país, eu dizia a ele quem era o Chefe Instrutor dali… Tanaka sensei  ficou surpreso com meu conhecimento desse fato. Quando apontou o Brasil, ele colocou um ponto de interrogação no desenho..ou seja…..no Brasil  não havia um líder da JKA, já que após a morte de Nakayama Sensei em 1987, Okuda deixou de ser ligado a organização e iniciou sua própria no Brasil.    Eu disse a Tanaka que os japoneses que estavam no Brasil ,  era ligados a ITKF desde 1985-86, quando houve a divisão entre Karate-Esporte e Karate-do.  Ficou surpreso novamente por eu estar sempre ligado na parte Politica do Karate do Brasil.

Então  veio a surpresa!   Ele me disse que EU seria o novo líder do Karate da JKA no Brasil, e  que  iniciasse um movimento assim que voltasse ao país.

Certificado de filiação

Certificado de filiação  no Brasil nº 001

No inicio fiquei com medo da proposta dele, haja vista a ENORME responsabilidade do cargo. Eu, que possuia um  Dojo com pouco mais de 80 alunos, ser líder da maior organização mundial do Karate em meu país.  Pedi um tempo pra pensar, então Stan Sensei disse que iria me ajudar e que não me preocupasse. Na ocasião, perguntei a Tanaka Sensei porque não  delegava esta enorme responsabilidade à  Machida Sensei, já que  fora seu Kohai na Universidade Nippon no Japão.   Ele me respondeu que não podia, pois  Machida Sensei era um dos líderes da ITKF no Brasil. Queria alguém ligado diretamente a JKA do Japão, SEM INTERFERÊNCIA ALGUMA DE NENHUMA FEDERAÇÃO .    Então fiz o que  ele me pediu.

Alguns dias após voltar ao Brasil, recebi meu Certificado de graduação de Yondan e também o Diploma de país membro da JKA.  Recebi também da parte dele um conselho de que permanecesse forte na posição, já que eu teria represálias de algumas pessoas daqui, com certeza.     Ofereceu na ocasião de nosso encontro , um Curso no Brasil livre de cobrança, como presente de inauguração da JKA brasileira.    Também me convidou para  ir ao Japão, como Representante da JKA do Brasil, para a realização da Copa Funakoshi Gichin de 96 em Osaka.  Levei comigo Johannes Freiberg, que aceitou fazer parte da Diretoria da JKA do Brasil, após me CONFIRMAR QUE HAVIA DEIXADO A ITKF, federação a qual era membro há algum tempo.   Montamos uma Diretoria aqui no Brasil, e dentre os membros, Johannes estava ali com a gente, ou pelo menos eu pensava que ele estava.  Pedi que Johannes organizasse o Curso de Tanaka Sensei para Ribeirão Preto, qual não foi minha surpresa quando Carlos Rocha Sensei me liga e diz que o Curso estava agendado para ser em São Paulo, pior ainda, na USP,quartel General de Sasaki Sensei, Professor de Johannes.

 O Curso estava sendo organizado pela cúpula da ITKF do Brasil!    Não acreditei a principio que havia sido lesado a este ponto pelo Sr. Johannes, então fui a São Paulo acompanhado de advogado e  de posse de todos os documentos em mãos, certificando minha posição de LÍDER da JKA daqui.  Me  encontrar com o Johannes, numa reunião  num Hotel da Liberdade, onde estava havendo a  reunião com a cúpula da ITKF do Brasil.  Estavam ali todos os japoneses lideres dessa organização a nível nacional , Tanaka,Machida, Sasaki e Watanabe.    Todos ficaram surpresos com a estória. parecia que não sabiam de nada.
Só me dei conta de havia sido enganado, quando Machida Sensei abriu sua mochila e me mostrou o Curso pronto, em apostilas. Também me disse que havia falado com Tanaka Sensei na noite anterior e que NUNCA havia perdido seu contato com ele.   Me dei conta que fui usado 2 vezes, uma pelo próprio Masahiko Tanaka Sensei , e outra por JOhannes Freiberg, que descaradamente mentiu sobre sua situação na ITKF.
Carlos Rocha e Sensei, e Gerson sensei  foram testemunhas de tudo o que ocorreu na época.      Renunciei minha posição na mesma hora e tentei abortar o Curso, mas sem sucesso.  Tanaka veio mesmo assim, e tentou uma reunião para se explicar comigo, porém não compareci.
Fui para a Africa do Sul contar para meu Mestre Stan Schmidt o ocorrido, nada mudou em nossa relação, e ele, como havia sido testemunha de tudo, ficou de meu lado, o que me deu um conforto enorme, já que era isso que eu queria desde o princípio , apenas ir lá, e continuar meus treinos anuais. Alguns anos depois, Tanaka esteve  no Brasil, fez uma reunião da qual me chamou e me pediu que eu ajudasse Machida e Sasaki na JKA do país.     Nunca foi necessário, ja que ali  NUNCA nos deixaram ajudar em nada, como era esperado.  Após algumas reuniões onde não se chegava a nenhum lugar, decidi deixar a Diretoria da JKA do Brasil.

Porém me pergunto até hoje como pode uma pessoa, ao mesmo tempo liderar duas organizações tão distintas? Essa pergunta ainda merece uma reposta aqui no Brasil!!

Gostaria de deixar claro aqui que fui eu, o primeiro BRASILEIRO a usar o nome JKA no nosso país.   Antes disso a JKA daqui era NKK (Nihon Karate Kyokai).     Sempre fui um Defensor ferrenho da organização.
Em 2008, fui impedido de fazer meu exame de graduação para ROKUDAN na Africa do Sul.   Tanaka Sensei me disse que era um problema Político do Brasil.   Entendi assim a mensagem: -Nao querem um Sexto Dan Brasileiro.       Ainda mais, um que foi  graduado na Africa do Sul.

Aconteceram muitas coisas depois disso.  Após  uma briga seríssima com Sasaki, no Nippon Clube, decidi me retirar de campo.       Fiz Exames de Instrutor,Juiz e Examinador pela JKA em 2004 no Japão, estava lá também o prof. Alfredo  Airesque testemunhou minha presença. Por motivos não explicados até hoje, ainda não recebi minha Carteira correspondente. Tive que refazer o Exame na Austrália em 2006, exame este pago pelo Sr. Marc Lanfray, na época presidente da JKA do Brasil.    Alfredo Aires me confidenciou que todos meus documentos estavam em posse do Sr.Sasaki, mas continuo esperando estes documentos até o presente momento.

MInha esposa prestou  exame para  Shodan na JKA do Brasil.  Após 2 anos do exame, o Diploma dela não havia chegado.  O estranho é que pessoas que fizeram o exame na mesma época, já  receberam.   Quando chegou finalmente recebemos o diploma de minha esposa ,este  faltava a assinatura do Examinador. Coincidência???
POR ESSAS E OUTRAS RESOLVI TOMAR RUMA NA MINHA VIDA!   Faço o que quiser e trago ao Brasil quem eu QUERO!!  

Independente de organização, minha intenção é mostrar ao povo do Brasil, que existe Karate fora da JKA. E DE QUALIDADE!! Tenho inúmeros amigos no Karate-do.     Muitos deles Internacionais.  Nesses anos de labuta, aprendi a fazer bons amigos ao redor do mundo, e alguns Mestres do Brasil á viram isso de perto!!    Sempre paguei em dia minhas obrigações com a organização aqui do Brasil, enquanto na Diretoria, a MAIORIA não pagava sequer as anuidades de Dojo!! Chega!!

E Da próxima vez que você for me criticar….reflita minha estória  de vida antes.

Ainda estou andando pra frente amigo… Yahara Sensei veio….gostou da recepção e mostrou-se muito generoso comigo. OUTROS VIRÃO TAMBÉM!

Sobre Pinto San

Estudante de karate há quase 20 anos, amante da cultura japonesa desde os 8 anos de idade e viciado em lámem. Casado com Priscilla Pinto ( filha de japonês), decidimos vir para o Japão pra levantar uma grana trabalhando nas terríveis fábricas japonesas, e treinar muito karate. Treino em um pequeno Dojo no interior do Japão, mas todos os anos em embarco em aventuras pelo país/ilha, procurando os melhores dojo de shotokan para aprender mais karate. Meu objetivo é simples, ser o melhor karateka do mundo! Claro que isso é impossível, mas no fim das contas o mais importante mesmo é a jornada.

Publicado em 22/09/2013, em Nossos Colunistas, Roberto Sant'Anna e marcado como , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 25 Comentários.

  1. Roberto, sou teu fã e tu sabe disso!
    Parabéns pelo teu caráter e moral ilibados!

    OSS

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  2. Só quero deixa meu parabéns, a Santana sensei, pela iniciativa de trazer Yahara Sensei.
    um do melhores do KARATE

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  3. Oss! Para que seja feita justiça; precisamos ouvir os dois lados da moeda… Obs.: e sobre as partes que aparecem o nome “estória”, na nossa língua portuguesa, quer dizer que foi um fato inventado e não real…

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  4. Inri Chris Jeshua

    Joao Carlos,

    Foi proposital a grafia Estoria, mas obrigado pela aula de Portugues.

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  5. Marcelo Luna

    Admiro demais esse cara!!

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  6. Atualmente sou inicante da de um Dojo filiado a JKA, qui em São Paulo.
    Acredite, quem quiser pegar o Nidan da JKA de primeira, tem que realizar o curso de “Karate Avançado” com um mestre da JKA, isso a preços absurdos, ninguem tem amor ao Karate, se não tem grana não tem curso se não tem curso terá que arcar com o seu nome narrado em público como “REPROVADO” em um dos eventos da JKA (mesmo que seja aprovado), pois foi ao exame sem indicação.
    Até os 1º Kiu tem que pagar os seus tributos em eventos municipais e estaduais, como arbitro gratis (e arcar com os custos) ou pageando o evento como office boy gratis do evento.
    Nem comecei e já larguei mão desse negocio de (Kiu e Dan), já tenho tres anos de Karate e nunca fui em um exame, chegou uma data que a Senpai do Dojo me emtregou uma faixa vermelha e me orientou a usar, devido ao meu nível ser superior aos faixa vermelha e ainda os que iniciaram comigo estarem no mínimo na faixa verde.

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  7. Roberto Sant’anna sensei, um orgulho para todos os karatekas sérios deste Brasil.
    Parabéns sensei.

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  8. Um dos únicos locais sérios para se informar sobre karatê-dô na internet brasileira. A história do nosso karatê é marcada pelos desmandos de muitos japoneses e a bravura e capacidade técnica de pessoas como Sant´anna Sensei deve ser sempre reverenciada e apoiada por aqueles que amam nosso esporte.

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  9. José Leonardo Castaldelli

    Foi de arrepiar a sua estória. Acho maravilhoso ver pessoas de caráter! E como tem inveja na cúpula do karate… Oque diria Funakoshi sensei…

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  10. Siga em frente e ajude como sempre o karatê daqui a evoluir, não deixem esses picaretas rebaixarem os brasileiros nem nosso espírito budoca.

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  11. Alex Araújo - Santa Cruz RN (Academia Pequeno Felino)

    Parabéns ao sensei Roberto pela dedicação e abdicação pelo karatê. É um exemplo para ser seguido não só aos praticantes de karatê, mas de qualquer arte marcial.

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  12. antonio sergio gomes de oliveira

    Roberto Sant’anna sensei, como é bom ovir pessoas que demonstram um coração verdadeiro, digo isso pelos fatos, e o mais importante é que o Senhor nos passa uma verdadeira lição de que o Karatê realmente não tem um DONO e isso independe de qual organização pertencemos e a prova disso, são os nossos atletas que vem sendo reconhecidos mundialmente pelo brilhante desempenho. OSS.

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  13. Hitalo Felix

    Por essas e outras coisas que acontecem no Karatê que deixei de ligar para filiação. Só quero treinar, pode ser numa federação que foi fundada ontem ou na própria JKA, só preciso de um bom sensei que me ensine o Karatê de verdade. Não ligo pra graduação, hoje, sou Shodan graduado pela CNK, porém, nem sei se esta federação é reconhecida, até já me desliguei dela, hoje treino com o pessoal da CNEKI, porém não sou filiado nem nada, apenas treino pra mim mesmo e nada mais…

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  14. É simples só existe um karate, confederações, federações etc tudo uma questão de egos, todas são gerenciadas por seres humanos com isto falhas sempres estarão presentes o importante é sentir-se bem nesta ou naquela comunidade viva e deixe viver

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  15. Como um amigo comentou o que diria o mestre Funakoshi .
    E o mestre Tanaka que vergonha não teve caráter nenhum e é por causa dessas brigas de confederações e federações que o Karatê ainda não é olímpico.
    Que vergonha para o Karatê!

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  16. Parabens Pela história dentro do Karate, sou um leigo a respeito da história da JKA, sempre fui federado pela CBK, Vinculada a WKF, federação na qual é vinculada ao COI (Comite Olimpico Internacional), só acho que apartir de toda a historia do karate no Brasil e no mundo, essa nobre arte marcial não deveria ter tantos interesses financeiros. Acredito sim que tudo gira entorno do dinheiro, poder, gana e aparencia. Vergonha os karatecas brasileiros que representam o karate mundo afora, ter que arcar com todas as despesas para defender a Confederaçao e ao seu pais, sendo que ele poderia sim ser reconhecido, haver uma colaboração financeira, um apoio governamental para esses atletas. Hoje representa o Brasil em campeonatos internacionais, quem realmente ama o karate ou quem tem um retorno financeiro vindo por bolsa atleta, porque os custos são muitos e o reconhecimento as vezes nem é visto pelos cabeças de certas entidades… minha opinião é de que o karate deve unir forças, esquecer rinchas politicas e lembrar do reconhecimento que o karate merece mundialmente falando. Para que possa o karate um dia ser olimpico devera existir uma unica federação e um unico objetivo ”O BEM DO KARATE”. Oss

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  17. Parabéns, Caro amigo li a sua historia e conheço algumas muito parecidas aqui em Portugal onde vivo.
    Julgo que isso é comum na JKA ( com todo o respeito ) mas não é preciso ser da JKA para se ter um bom karate .
    OSS

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  18. ótimo curso,esse é o cara!! OSS

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  19. oliverio fernandes borges

    meu nome e oliverio Fernandes iniciei no karate em fevereiro de 1964 na associação brasileira de karate abk na rua tabatinguera na liberdade , no estilo goju ryu e atualmente sou 6 dan goju ryu linha de okinawa, sou instrutor de karate a 43 anos iniciei como instrutor no corpo de fuzileiros navais onde servia ,e durante estes anos já ouvi tanta coisa do karate que da pra escrever uma enciclopédia , mas o mais importante sera que e quem foi o primeiro a ensinar , o primeiro faixa preta, agora com mais de 60 anos de idade e cinquenta praticando o karate acredito que o mais importante e treina-lo bem mantendo a tradição o respeito por todos os que nos antecederam e mantendo a fidelidade na escola \\ ryu que praticamos e continuarmos no estudo e pratica do karate fugindo da fantasia e da vaidade oss..

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  20. Treinei Karate no centro ribeirao pretano de Judo em 1974/75; parei na faixa azul e parei. Em 1976, comecei a treinar c Sensei Pedro Okuyama e parei em 1979 na verde. Vc deve ser amigo do Manoel q foi até preta na época e parece q tinha aberto academia em Batatais e tbém do Icaro q acasou c uma descd de japonesa e abriu academia em Bauru. Se souber do Icaro e Sensei Pedro, me informe p favor. Voltei 1988/90 a treinar Shotokan em 2007 e hoje sou f. preta nidan CBK c 60 anos. Meu nome é TERUO MANDAI E DEVO TER TREINADO CONTIGO NO oSAWA EM 1975. Meu Sensei é Joao Pereira, 6 Dan, árbitro CBK. Um abraço.

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  21. Oss concordo!

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  22. Jun igarashi

    Prezado Roberto Santana. Também tive a honra de treinar com sensei Pedro Okuma em Ribeirão Preto. Treinei também com Sadamu Uriu no Rio de Janeiro e hoje tenho a honra de treinar com Chicao Araújo em Maceio. Tenho o prazer de todo ano treinar com sensei Carlão em São Paulo .
    Vejo que o karate do Okuda deixou muitos bons frutos.
    Sadamu Uriu representava a NKK no Rio.
    Como fiquei muito tempo sem treinar a última vez foi no Hombu Dojo da JKA em tokyo na época do sensei Tetsuhiko Asai.
    Abe , Yahara , kagawa e muitos outros.isso em 1995.
    Fiquei fora do karate muitos anos por problema de saúde.
    Em conversa com Uriu percebi que ele é Okuda ficaram isolado . O Okuda com sua com a Butukokai e Uriu filiado com a JKS.e representante aqui no Brasil.
    .Num seminário em recife perguntei ao Machida o porque dessa briga entre os japoneses ele respondeu eu não estou brigado com Uriu.
    No Rio perguntei só Uriu o porque do afastamento do Yasutaka Tanakjá que são amigos desde que chegaram no Brasil. O Uriu respondeu em todos os seminários da jks no doBrasil eu convido o Tanaka e ele vai , foi no Kagawa e do Yamaguchi.. mas não sou convidado nos deles disse Uriu.
    Agora começo a entender Roberto.Santana.
    Esse monte de federação um monte de cacique cada um por si e Deus pra todos.
    Mas naquela escola que vc aprendeu e que eu estou aprendendo . Podemos confiar que é o certo..O verdadeiro caminho da razão.

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