SENPAI & KŌHAI – Respeito e dedicação


Esse não sabe a líguagem do amor
Tsukamoto kōhai e Pinto senpai

Devido a crise que venho passando nesse últimos meses, e boa parte dela  é decorrente de um dos maiores problemas dentro do Japão (IJIME), decidi falar  sobre esse assunto que em geral, são  distorcidos pela falta de conhecimento e desinteresse de muitos  praticantes do “caminho”.

Sempre que se ouve as palavras  senpai ou kōhai, logo associamos à hierarquia militar, outras vezes  nutrimos o sentimento de desdém à palavra kōhai, mas a verdade não é essa.

O  significado  de ambas,  SEN PAI (先輩), constituída por dois kanji’s  “SAKI”  = antes, anterior , “ TOMOGARA” = companheiro, colega  ( tradução  kun-yomi). Em uma tradução para o nosso português temos, um colega ou  companheiro que iniciou antes. Ao contrário do que muitos pensam, não quer dizer  um Sargento, Tenente, Major ou qualquer outro posto militar que  lhe dar  o poder de impor suas regalias ou se aproveitar dos mais novos.

KŌHAI (後輩), constituída  pelos kanji’s  “ATO”= depois, posterior , e o já  citado TOMOGARA  (HAI é o mesmo que  PAI) também na leitura kun-yomi.  Em português tem o significado de novato, calouro, que também tem sua confusão  na tradução dentro dos dojo’s e muitas vezes usado como palavra perjorativa.

O maior problema de convivência entre essas duas “classes” é a forma como ambos se tratam.  Ordens, abusos, discriminação, maus tratos, são os mais comuns por parte dos senpai’s. Na contra mão temos kōhai’s que se submetem a estes abusos, acreditando eles, estarem seguindo alguma tradição do budo, outros, porém preferem entrar em conflito  com os mais graduados ou mais velhos, muitas vezes gerado por uma frustração qualquer ou um complexo de inferioridade decorrente de algum problema pessoal (o mais comum).

Não culpo nenhuma das partes, pensava desta mesma forma e tinha ( ainda tenho) meus problemas com certos senpai ‘s e kōhai’s que  tive durante esses anos de treino. Na verdade a culpa maior está no berço do karate , ou seja, o Japão, uma sociedade de cultura baseada na hierarquia militar, “com o espírito japonês” ( nome bonito para racismo) enraizado nos “6 corações” que os nihonjin’s possuem.

Falar de Budo, dojokun, tradições, disciplina e outros mais, é simples, o problema está no “praticar” o que se prega. A cultura e a sociedade japonesa são encantadoras pelas suas estruturas, pensamento coletivo, mas escondem um preconceito que durante toda sua história escrita, vem colocando o seu país em maus lençóis. Por muito tempo o Japão era tido como os “nazistas” da Ásia, sempre tentando invadir e ser o “maioral” dessas bandas. Se não acredita é só perguntar a China e a Coréia do Norte, esse último ”vive enviando  foguetinhos movidos a urânio para os mares do Nihon!”

A arrogância não se limita aos seus vizinhos, está presente dentro da sociedade e fazendo vítimas a toda hora, os mais afetados são os jovens tímidos ou  tidos como diferentes ( inteligentes,não inteligentes, bonitos, feios, normais), basta somente não se enquadrar em nenhum grupo  para sentir na pele. Não é preciso dizer o que nós gaijin’s ( estrangeiros) somos também vítimas disto, graças a nosso sangue latino conseguimos  nos defender ou evitar alguns abusos mas não todos.

É comum depressões profundas, suicídios, assassinatos por motivos  do IJIME ( maus tratos) um tipo de Have Bullying, que todo ano  prejudica  adolescentes, jovens , empregados, trabalhadores , estrangeiros e até mesmo a realeza.

Em vários locais, a relação Senpai e  kōhai  que era para ser do tipo  irmão mais velho e irmão mais novo, passa a ser  agressor e vítima! O Ijime  sai das escolas, entra  nas fábricas,  anda pela sociedade, chega  aos nossos dojo’s EM TODO LUGAR DO PLANETA, acreditando nós, que ele faz parte do budo e que para sermos bons karateka’s precisamos  imitar as más ações  dos japoneses!

Como falei antes,  a amizade e companheirismo são duas constantes que devem ou ao menos deveriam existir  entre o sênior e o calouro. Pense bem, o senpai está sempre pronto a ajudar seu sensei, seja conduzindo a turma no inicio da aula, seja o auxiliando em alguma demonstração ou na correção dos demais ou até o substituindo  em alguns casos. Como os japoneses, devemos pensar que os senpai’s detém um certo conhecimento  que está  a frente do nosso, mesmo que esse seja pouco, mas ainda é algo que pode ser somado ao também pouco que possuímos. Como ocidentais, podemos pensar que nossos senpai’s não recebem nada por isso, carregam  uma parcela de responsabilidade  no desenvolvimento da “turma” e nos dias em que substituem o sensei, eles respondem por tudo que acontece dentro do dojo.

O mínimo que podemos fazer na minha opinião é presta o devido respeito à eles.

MAS CUIDADO! SOMENTE DEVEMOS PRESTAR TAL RESPEITO AOS QUE  SABEM DO VERDADEIRO FUNCIONAMENTO DESTA RELAÇÃO, CASO O CONTRÁRIO ESTAMOS ALIMENTANDO UM MONSTRO QUE USA DA SUA POSIÇÃO PARA INFLAR SEU EGO E DESCARREGAR SUAS FRUSTRAÇÕES!

Já ouvi relatos sobre  senpai’s que tentaram proibir  namorados ou noivos de alunas  à assistirem os treinos, com desculpas de que  isso atrapalharia a aula, mas com certeza suas intenções eram outras. Já vi senpai que não suportou  ver seus kōhai’s o superando e usou de artifícios traiçoeiros para dar “corretivos desnecessários” em alunos que procuravam somente melhorar. Esquecendo que  o bom desenvolvimento do calouro era também fruto do seu trabalho.

Ruy kōhai e Pinto senpai

Em um famoso  clube de karate  de uma das mais famosas Universidades do Japão, houve um caso  de ijime que resultou na morte de 2 karateka’s calouros, que depois de serem obrigados a  ingerir exageradamente  bebida alcoólica, foram espancados  depois de  não conseguirem mais atender as “ordens” dos  senpai’s.

Tenham certeza que em parte alguma do Dojokun, Budo ou  mesmo no código mais rígido  como o Bushido, você verá  essa covardia tida como uma atitude de karateka ou tão pouco atitude de ser humanos! Foram casos como estes,  levados  na bagagem dos  milhares de imigrantes japoneses que foram para o Brasil, que criou  a idéia de que o título de  senpai era  sinônimo de Tenente dos Fuzileiros Navais.

Um verdadeiro senpai  deve  prezar pelos calouros, claro que  nem sempre a “pão de ló”, há casos que  devemos usar o pulso forte para reeducar algum folgado que insiste  em machucar um DŌHAI (aluno  de mesmo nível), ou convencer de outro modo um novato valente que acredita que seu conhecimento já é o bastante para  desafiar os alunos  mais velhos ou mostrar sua falsa valentia e seu pouco karate contra leigos nas ruas. PARA ESTES, O RESPEITO  NÃO SE CONQUISTA, DEVE SER IMPOSTO ATRAVÉS DA DEMONSTRAÇÃO DE CONHECIMENTO DO SÊNIOR, POIS O NOME DO DOJO E  A REPUTAÇÃO DE NOSSOS SENSEI’S PODEM SER COLOCADOS EM RISCO POR CONTA DE UM MOLEQUE!

Ryu chan e "SEU" Pinto , no português mais  claro!
Ryu chan e "SEU" Pinto , no português mais claro!

Na outra ponta temos o “dever” do kōhai, que deve prestar seu respeito e admiração  aos mais velhos EM TROCA DA DEDICAÇÃO DESTES  À ELE.  Na minha opinião, respeito se paga com o mesmo, nossos senpai’s possuem tal posição por mérito conquistado, claro que isso  não dar o direito de “cometer o ijime” , mas  o sênior que se “mantém na linha” tem muito a oferecer.

Quando isso acontece nas escolas japonesas, os grupos formados por senpai’s e kōhai’s, geralmente  continuam seus estudos na mesma universidade,  sempre um cuidando do outro e mantendo-se o respeito mútuo, e a cada “escorregada” o “irmão mais velho” tem o dever de corrigir!  Após a formatura, os mais antigos  procuram seus senpai’s  que também fazem parte da mesma área profissional e recebem o apoio no começo da carreira e com o dever de  fazer o mesmo pelos  os que  estão a caminho. É lamentável que isso não ocorra com freqüência atualmente devido a serem poucos os japoneses que se desapegaram ao “espírito japonês”, pois essa fórmula  no passado  fez com que o Nihon se tornasse a potência que é hoje.

Tenho certeza que algum de vocês já ajudou ou foi auxiliado por um colega de treino (senpai ou kōhai) graças aos laços de amizade que às vezes chegam a ser mais estreitos que os familiares,  e tenho certeza também que isso foi graças à prática da verdadeira relação entre “ o irmão mais velho e o irmão mais novo”!

Os sensei’s tem os papéis mais importante nessa estrutura social, o do exemplo, da  “ignição “ de todo o processo, criando as situações onde  o trabalho em grupo é necessário, e monitoramento dos  seus seito’s (生徒 = aluno) com a devida atenção e sempre alerta para intervir  quando necessário.

Pinto san na saia justa
Alguns dias difíceis

Eu já fui e sou vítima desse ijime, não somente dentro do dojo mais em boa parte dos lugares onde o “espírito do Japão“ é preservado. O rebolado brasileiro  já me tirou de algumas situações, mas o meu sangue latino me colocou em outras piores.  Já tomei várias medidas do tipo , mentir dizendo que não falo o idioma enquanto sorria falsamente, trocar de emprego, pedir desculpas mesmo estando certo e até algumas mais drásticas como ENFIANDO A MÃO NO JAPA DO DOJO METIDO A BESTA QUE NÃO GOSTA DE ESTRANGEIRO!

Sempre trato com o título de senpai os  karateka’s mais velhos da mesma forma que trato todos os sensei’s, mas não sou nenhum santo e quando a linguagem do amor não funciona eu uso a outra, já que PORRADA TODO MUNDO CONHECE E ENTENDE!

Deixo  aqui duas matérias sobre o assunto que aborda o tema mais profundamente, a primeira é o depoimento de Scott Langley sensei, karateka estrangeiro que se formou no curso de instrutores de karate da JKS e relata sua amizade com  seus  senpai’s . A matéria foi traduzida por Rui Silva  sensei do site karate lourical.

A segunda é uma matéria do ZASHI – Portal Nippo-Brasil, e fala deste assunto  usando a sociedade japonesa como cenário.

Vamos rever nossa postura, não somente dentro do dojo, mas no meio em que convivemos, vamos usar o que há de melhor  e jogar fora todo o lixo podre que suja nossa imagem de ser humano, faça a sua parte e sirva de exemplo.

Sei que é difícil nos mantermos sempre  nos eixos, a vida trás surpresas desagradáveis e a palavra “desistir “é uma das primeiras que aparecem em nossas mentes. Mas somos guerreiros, não somente no koto (arena), lutamos todos os dias, o dia todo.

A beleza do combate travado nem sempre está na vitória, mas sim na preservação da sua honra e dignidade!

Espero que tenham compreendido meu ponto de vista sobre o assunto, baseado nas experiências  que tive e tenho aqui no Japão.

Um abraço e até  a próxima.

Oss!

* Este artigo tomou como base o sistema Hepburn na ortografia usada para as palavras de origem japonesa, SeNpai, Kōhai, escritas no alfabeto ocidental , assim como também foi usado o ‘S para o plural das mesmas.

Pinto San

31 comentários sobre “SENPAI & KŌHAI – Respeito e dedicação

  1. Mto bem escrito…e olha q isso acontece em todo mundo inclusive no Brasil.Aqui onde treino karate alguns graduados tb por se sentir o maximo por causa da graduação, se acha no direito de ficar tirando com a cara dos menos graduados…de vez em quando o sensei tem que chamar atenção por causa disso.
    Uma penas mas isso eh um costume q as pessoas adquiriram de pisar nos outros qndo estão em cima e deve ser mudado!

    Abraço e força !
    OSS!

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  2. Boa, Pinto-San! Já falei isso na comunidade, mas nao custa repetir: boa sorte com tudo aí no Japão. E esse espirito fraterno, de amizade e disciplina ética deve existir no Dojo. Já fui ajudado por Senpais, principalmente na faixa branca e amarela por um cara que era bem mais velho que eu e até hoje me ajuda de vez enquando. Se não fosse por ele eu seria muito pior hoje, em termos técnicos. Por outro lado, creio já ter sido subjulgado por Senpais, mesmo que apenas indiretamente.

    OSS!!

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  3. Muito bem escrito o texto!

    Eu sou o Senpai do meu Dojo, e sempre tive a mesma visão quanto as atribuições de um Senpai.Nem sempre é facil manter a calma com alguns kohai’s, mas eu procuro sempre que possivel ajuda-los da melhor maneira possivel, mesmo que as vezes eu tenha que ser rigido com eles, afinal de contas é o nome do meu Sensei que eles vão estar representando.

    Abraços!
    OSS.

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    1. O senhor tem mais motivos para isso do que eu ROberto sensei.
      Ma spense da seguinte forma, eles lhe perseguem por que o senhor já os superou dentro do karate há muito tempo!
      Oss!

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  4. Muito bom o texto, eu posso dizer q amo o Japão e gostaria muito de viver aqui, quem sabe, p sempre!
    Mas a única coisa q não suporto aqui é esse terrivel costume do “superior”, eu acho q ninguem é superior a ninguem, uns sabem mais q os outros mas isso não da o direito a ninguem de desmerecer o outro, até pq um dia essa pessoa pode encontrar alguem em seu caminho q sabe mais q ele…
    É engraçado com essas coisas vem de berço, tudo começa em casa, com os pais se impondo aos filho, depois na escola com alguns professores e coleguinhas se impondo, depois no trabalho e assim vai, e aquelas pessoas q tem o temperamento um pouco mais agressivos se acham no direito de fazer o mesmo com aqueles mais timidos… triste isso!
    Gambate Pinto-san!!!
    Bjs
    Marisa( Sra Caco)

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  5. Esse tipo de pensamento é o mesmo de veteranos e calouros na faculdade, dai temos os trotes que qdo ficam só na brincadeira tudo bem, pior é qdo passa pra humilhação, agressões físicas e as vezes morte. No Karate isso jamais poderia existir e nós brasileiros deveiriamos aprender apenas as boas tradições dos japoneses e não suas “tradições” disfarçadas de preconceito! Muito bem abordado Sensei Pinto, o senhor realmente tem coragem de viver entre eles e não abaixar a cabeça, continue seu ótimo trabalho!! Oss!!!

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  6. “Um verdadeiro senpai deve prezar pelos calouros”

    Sempre Tive Bons Senpais que me ajudaram no começo,
    hoje tento ser um exemplo para os alunos mais novos;
    sendo gentil e encorajando eles a continuar treinando,
    Por que esse sim é o espírito do karate, de fraternidade..
    Otimo Post Pinto-Senpai

    OSS

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  7. Vc foi mto feliz e mto claro nesse texto. Sou senpai no dojo onde treino, e concordo plenamente com sua opiniao…
    OSS

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  8. É, mais uma vez o Pinto soube se colocar ( acho que essa frase não ficou legal…), Daniel parabéns muito bem dito, concordo com sua visão, e acho que devemos sim lembrar que todos temos nossa parcela de responsabilidade, professores, pais, mães, irmãos mais velhos, sempre aprendi em casa que o exemplo do respeito vem de cima pra baixo, desejo que você continue com a sua exemplar persistencia Daniel, e lembre-se: “Se você caiu, levante-se e lute. Nunca esquecendo que: Muitos já cairam, tentando derrubar você!”, ou seja, mostra pra eles que Pinto do Brasil ta sempre de pé, forte abraço!

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  9. Muito bom o post! Um senpai deve orientar , e dar um ótimo exemplo. Tem um cara lá do dojo (um dos mais graduados) que só vi com a “mao na massa” duas vezes até hoje em quase um ano e meio de Karate. Ele deveria se envergonhar.

    Até o proximo post Pinto San !
    Oss!

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  10. Precioso relato!
    O racismo é uma das piores manifestações do ser humano, aliás, apenas o ser humano é capaz de uma atrocidade dessa.
    Envergar sim, mas quebrar nunca; tenha sempre essa mesma força.
    Torcemos por você.
    Um abraço.
    Marco-Ribeirão Preto

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  11. Na ultima quarta feira no Teino da noite , tiver de ver uma historia de , uma aluno mas graduado ser fazer em cima de um faixa branca e uma faixa vermelha
    na me dojo onde treino,
    O sensei passou ums treinamentos avançados
    no dojo , e depois passou Kihoh Ippon .
    Isso uma faixa marron no final da aluno
    pediu a palavra e começou a coloca pra baixou todos os menos que ele ali, Só eu mim salvei, pq Sei algo mais que ele ,
    ele falava que não tem nada haver um faixa branca trena , coisa avançada pq eles não iria pega a faixa preta agora , que era perda da tempo pro faixa branca .
    (depois perguntou a menina que e branca o que ela tinha pra ensina pra ela que e faixa Marron)

    Ela respondeu,
    Nada , mas sabendo ela que tem muita coisa a ensina-lo como (respeito ).

    Então ele ficou meio com a cabeça fora do normal e falou , olha eu que vou pega a porra daqui a 6 meses não sei de nada ( porra ) que ele falou Foi nada mas que a (Faixa preta )
    EU ACHO QUE ELE NÃO TEM NENHUM DIGNIDADE DE SER UM KARATECA , SOCA E CHUTE TODO MUNDO SABE , RESPEITA E DIFICIL.

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  12. Como sempre, seu post foi brilhante. A questão do Bullying me comoveu. Sofri com isso por muitos anos até iniciar meu “caminho com as mãos vazias”. Assim, compreendí a diferença entre ter as mãos e a cabeça vazias.
    Acredito que medidas mais educativas e menos punitivas devam ser tomadas, sobretudo no Brasil. Ensinar a não praticar o bullying, ensinar que um traficante morto não tem nenhuma relação que justifique a queima de um onibus com passageiros dentro como aconteceu no RJ.
    Em fim, devo muito ao Karate.
    Obrigado por desenvolver um trabalho tão bonito. Lembre-se que luz e trevas caminham juntas.
    Oss

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  13. Mais um excelente post educativo, um post que todos os karatekas deveriam ler, novos ou antigos, até porque:”O objectivo do Karate-Do não reside na vitória ou derrota mas sim no aperfeiçoamento do carácter dos seus praticantes “Gichin Funakoshi.

    Oss!

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  14. Oss Pinto!
    Esse texto falando sobre Senpai e Kohai esta excelente. Parabéns! realmente eu já vi muito isso no meu início no karate onde eramos entregues a pessoas mais antigas que nos batiam e diziam que isso era para que a gente aprendesse a arte. Olha Hoje com a mudança nas Leis e tambem no modernismo em algumas academias isso ta deixando de acontecer mais frequentemente, mas não acabou, como voce cita no seu texto. Sempre iremos nos deparar com pseudos senseis que na ãnsia de se mostrar se aproveitam da oportunidade para tirar vantagens.

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  15. Olá!
    Bom texto com exelente conteúdo.
    Espero que Vc.,Pinto San, continue comreensível com essa caracteristica do Japones, pois somente dessa forma poderá tirar deles a informação correta.
    Porém não o faça(e sei que não é do seu carater) com
    nenhum sentimento de falsidade, pois sei muito bem como é dificil para um Sempai, perceber esse sentimento.
    E isso ocorre muito no Brasil, um Kohai finge ser respeitoso, quando na realidade quer que Vc. se foda.
    Talvez essa atitude seja pior do que a discriminação do Sempai ao Kohai. Uma vez que a discriminação do Sempai é clara e objetiva, enquanto a do Kohai é falsa e muito mais desrespeitosa.
    Oss
    Pedro

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    1. Pedro sensei, é uma prazer ter um comentário do senhor aqui !
      E o que o senhro falor é a mais pura verdade! E com certeza irei seguir o seu conselho.
      Oss!

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  16. Olá!
    Caro Amigo Pinto San, o prazer em postar é todo meu, uma vez que Vc. e seu blog nos traz aprendizado e principalmente cortezia com o Karate.
    Amizades são preciosas e devemos mantê-las com a chama sempre acesa.
    Oss
    Pedro

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  17. Caro Amigo

    Sou faixa preta em karate-do shorin ryu, de mogi das cruzes, são paulo. Me identifiquei muito com seu post por algumas razões.
    Primeiro, porque sofri bulling nos tempos de escola, chegando a ter costela fraturada por surra que levei. Fui treinar karate por causa disso. Treinei Shorin, depois Shotokan, Wado Ryu, um pouco de Aikido, voltando finalmente ao Shorin, onde me graduei faixa-preta.
    Segundo, no próprio karate, assim como eu tinha senpais que eram sujeitos muito atenciosos e honestos, tive senpais que eram metidos, autoritários e cruéis. Uma vez revidei violentamente um senpai que me agrediu e o derrubei. Quase fui expulso do dojo que eu frequentava na época, mas não me arrependo.
    Terceiro – me formei em história, e virei professor de escolas estaduais, e vi o Bulling no cotidiano dos adolescentes, e é algo que eu repudio e sempre combati, porque sofri na pele.
    Finalmente, por minhas convicções políticas, de esquerda libertária, eu penso que todos os homens são iguais e nada justifica o autoritarismo e a intimidação, e os abusos de poder. A função do karate, que ele cumpriu em minha vida, é a de tornar uma pessoa fraca mais forte e capaz de se defender. E como isso pode ser feito, se ocorre bulling dentro do Dojo?
    Ainda mais. Quando comecei a treinar karate, eu pensava em lutas e me defender em brigas. Com o passar dos anos, passei a valorizar a técnica. Depois, tive um período de alguns anos sem treinar, e a deterioração de minha saúde (engordar, perder flexibilidade, dor nas costas, insonia) me trouxe de volta, me fazendo recuperar toda a saude, e depois de muitos treinos exaustivos, fui procurar o aspecto espiritual da arte. Hoje faço junto com o karate exercicios respiratorios, sanchin, zazen e Qigong todos os dias, procurando desenvolver o Ki, bem como estudo acupuntura. Percebi que o karate deve elevar espiritualmente o homem. Logo, como podemos permitir que se use o karate para oprimir? Eu também sou adepto de se reagir com igualdade, nestes casos.
    E também acho mais que justo enfiar porrada na cara de sujeitos discriminadores, racistas, xenófobos e fascistas… é justo, uma vez que opressão nenhuma deve ser tolerada. O karate não surgiu justamente como elemento de resistencia social de camponeses?
    Bom, é isso
    Grande Abraço e parabens pelo blog, gostaria de manter contato, e trocar figurinhas. Tambem almejo construir um blog…

    Paulo Marques

    PS – tambem adorei o post sobre Makiwara. Ja fabriquei e quebrei várias treinando, e pratico há muitos anos, diariamente.

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  18. Essa é a dinâmica dos relacionamentos sociais, submissos e déspotas, suseranos e vassalos. Não é regalia do Karate…O sistema hierárquico, com faixas, autoridades, mestres, dans etc. Nada mais é que a ordenação civilizada da natural e instintiva característica humana de se impor aos outros como macho alfa.

    Uma resposta ao amigo Paulo:

    “E também acho mais que justo enfiar porrada na cara de sujeitos discriminadores, racistas, xenófobos e fascistas… é justo, uma vez que opressão nenhuma deve ser tolerada.”

    Quando você começa a rotular pessoas, segundo seus critérios, de fascistas, está incorrendo no campo perigoso do generalismo. É o que a esquerda costuma fazer com a direita. Nesse caso você está justificando, também, uma forma de bullying baseada em convicções políticas e agredir uma pessoa por considerá-la “fascista” (as vezes por ser de direita ou conservadora) é criminoso também.

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  19. OSSS UM GRANDE honra PARA MIM SEMSEI EU
    TREINO A MUITO TEMPO MAIS EU TREINAVA MUITO ERADO
    MEU SEMSEI FALOU QUE EU MELHOREI EU DEVO TUDO AU SENHO
    MUITO OBRIGADO EU SOU DE CAMPO GRANDE MS TREINO KARATE
    KENSHI-KAI OSSSSS

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  20. Pinto San, Poucos estão buscando o verdadeiro caminho desta arte, nas suas palavras esta demostrado que temos que ser honestos na Academia nesta relação Senpai – Korai, Já tive alguns contratempos devido alguns graduados querer furar a fila e ser o que ainda não é, Triste isso acho, e como vc disse acima as vezes temos que colocalos em seus lugares, Karate e treinos, experiencias e respeito mutuo. Oss

    Markim – Ribeirão Preto – São Paulo.

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  21. EU SEMPRE PRATIQUEI E INICIEI MEUS TREINAMENTOS COM SENSEIs E MESTRES TRADICIONAIS, ONDE SEMPRE ACREDITO TER VISTO DE PERTO TUDO O QUE É DESCRITO. VALE TAMBÉM LEMBRAR QUE RESPEITO SE CONQUISTA E NÃO SE IMPÕE, É CLARO QUE NA HISTÓRIA TODOS QUE TENTARAM IMPOR POR FORÇA SE DERAM MAL. HITLER E OUTROS..OSSSSSSSSSS
    ANGELO PONTE – LONDRINA
    INSTITUTO KIMOCHIKAN KARATE INTERNACIONAL

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  22. Djailson Gomes Torres-(nino) disse:
    09/03/2011 às 14:33
    Queria Consegui uma Mofada de Makiwara como faser, meu End. Rua Professora Suzana Menelau,370 Piedade Conj.Dom Hélder Camará CEP.54.430-660 Jaboatão dos Guararapes-PERNAMBUCO. gostei das suas inspricações soubre bater no Makiwara.

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  23. Muito bom artigo e muito bem escrito.
    Põe o dedo na ferida. A verdade é que esta distorção da relação entre Sempai Kohai está intimamente ligada ao meio universitario Japones e aos seus clubes, por exemplo de karate.
    Como foi muitas vezes exportado o karate tendo como base praticantes oriundos do sistema universitário e não de verdadeiros Dojos, temos que esta relação distorcida que se torna numa forma de escravidão começa a ser utilisada na pratica de artes marciais.
    Concordo com a ideia sempai/kohai. Simplesmente porque é um facto.
    Mas a semelhança das praxes universitárias e outras coisas no genero não concordo com este sistema podre de controle das pessoas como individuos.

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  24. Bem. Ótimo post. A discriminação dentro do Dojo foi a minha maior decepção no Karate. Na verdade nunca tive problemas reais com isso. Foi apenas a sensação de ostracismo que tive em relação aos praticantes mais graduados, somada a minha imensa dificuldade nos treinamentos de kata e perfomance na luta. Quanto ao Japão, sabemos muito bem que os japoneses não suportam o povo ocidental, principalmente sul americanos, descendentes de japoneses vindos para cá durante e depois da 2ª Guerra Mundial.

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