KEIKO OSAME – Último treino do ano

Confraternização no KIRIN BAR

E o Mikatabara Dojo encerra mais um ano de atividade, como sempre regado a muito sakê, comidas deliciosas e muita conversa (karate e seus derivados claro).

Nessas horas também aproveitamos para aprender um pouco mais, tanto sobre cultura e costumes de ambas as nacionalidades como o próprio  karate, escutar histórias da turma mais antiga, aprender com as experiências dos sensei’s e rir muito com os “causos ” e piadas, heheeh!

Este ano a  confraternização dos adultos foi no Kirin Bar, que também faz parte da “família do dojo”, eu recomendo caso você que está em Hamamatsu – JP  queira conhecer um ambiente descontraído e com uma culinária regional deliciosa.

Por incrível que pareça, aprendi karate nas longas conversas com meus sensei’s, detalhes importantes tanto na parte técnica quanto na psicológica, atitudes mentais que ainda não compreendi, mas nada de blá,blá,blá, o que foi dito  eu “meditei” e percebi que realmente esses “detalhes” são peças que ainda faltam no meu karate, GAMBARIMASSUYO!!

Um dos assuntos que mais conversei com Nishisawa sensei (apesar do meu japones ainda precário e  regado a álcool) foi sobre o SHIN GI TAI  (心 技体 ), ele me falou onde estão meus pontos fortes e os fracos e me relatou que, em alguns casos, é difícil para um ocidental entender rapidamente isso. Como falei antes em outro post, a cultura japonesa está dentro do karate japonês, e às vezes é necessário entendê-la para compreender a arte das mão vazias.

Mas esse assunto sobre o SHIN GI TAI  vamos deixar para outro dia. Vamos para o mais importante e gostoso, SAKÊ MORNO é delicioso e um veneno quando nós perdemos o “freio” (hehehe). Foi necessário uma frota de taxis para levar os mais exagerados para casa, foi hilário ver Sato sensei entrar em seu carro, ligar o motor e alguns segundos depois pedir um taxi!

KEIKO OSAME

No Domingo anterior (20/12) encerramos o ano com o Keiko Osame (稽古納め) “último treino do ano”, tradicional nos dojo’s japoneses, mas não exclusivo, vários dojos no Brasil adotam  a tradição.

O treinamento é rigoroso, com bastante kihon e kata, repassando todo o programa  dos treinamentos de fundamento, ainda bem que só dura uma hora, depois fazemos os rituais  da agradecimento  visitando o Mikatabara Jinja (o Templo) e por fim a recreação com as crianças e os pais depois de saborear o Cup lámem e as famosas laranjas de Mikkabi ( Mikan Mikkabi, famosas no Japão), uma caixa com 1 kg pode chegar a quase R$ 200,00!

Dida e mamãe

A participação dos pais é garantida, na verdade eles organizam praticamente todo o evento pós-treino, o que faz os laços entre a família e o karate  se estreitarem , gostaria ter tido isso no dojo onde comecei a treinar, assim minha mãe e meu pai talvez  tivessem pego menos no meu pé, hehehe!

A nova  mascote do dojo fez sua festa  particular, se tornando íntima do ambiente e roubando a cena sempre que podia (momento pai coruja), Didinha sempre “simpática” pousando para as fotos .

Desejamos um ótimo fim de ano e que 2010 se torne melhor a cada mês que o compõe, que objetivos sejam alcançados, que alegrias façam parte do dia a dia e que as dificuldades sirvam para ensinar e evoluir cada vez mais.

Para os guerreiros que permaneceram no Nihon, enfrentando todas as dificuldades que já conhecemos e ainda se deparou com uma crise de “cair o cabelo” (eu que o diga) , parabéns por mais uma batalha ganha, pela coragem e determinação pois somos dignos do título de campeões. Para nossos amigos que retornaram para o Brasil ,  desejo secesso na nova jornada e curtam nossa terra sempre se orgulhando por ter lutado e ainda lutar com bravura, e para meus queridos amigos karateka’s , como disse Nishisawa sensei – BUDO SEMPRE!!!

Oss!

Agumas fotos do treino e confraternização

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Sobre Pinto San

Estudante de karate há quase 20 anos, amante da cultura japonesa desde os 8 anos de idade e viciado em lámem. Casado com Priscilla Pinto ( filha de japonês), decidimos vir para o Japão pra levantar uma grana trabalhando nas terríveis fábricas japonesas, e treinar muito karate. Treino em um pequeno Dojo no interior do Japão, mas todos os anos em embarco em aventuras pelo país/ilha, procurando os melhores dojo de shotokan para aprender mais karate. Meu objetivo é simples, ser o melhor karateka do mundo! Claro que isso é impossível, mas no fim das contas o mais importante mesmo é a jornada.

Publicado em 29/12/2009, em Cotidiano, Nossos Colunistas, Pinto San e marcado como , , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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