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MAKIWARA – 1º Parte

Construindo uma makiwara

Makiwara do Pinto

Acredito que o post de hoje deixou muita gente ansiosa e mais uma vez, vou pedir desculpas a vocês pela demora.

A fabricação e o treinamento com a makiwara vem sendo um assunto muito discutido nos fóruns de karate na net. Como o material para pesquisa é escasso,  decidi contribuir com o pouco que sei sobre o assunto.

Fazendo uma breve explicação sobre esse equipamento que acompanha o karate desde o início, a Makiwara é uma poste de madeira enterrada no chão ( em geral) com espessura de base entre 4 ~ 5 cm e 2 cm de espessura no topo, onde nessa região é enrolado uma corda (de sisal) que é usada para receber os golpes, daí vem o nome em japonês MAKI= 巻 WARA=藁,que literalmente significa palha (corda de sisal)  enrolada, serve ainda para  amortecer o impacto, juntamente com a flexibilidade da madeira.

O objetivo é desenvolver a potência das técnicas de chutes e  socos através da prática diária. É nesse aparelho que aprendemos a sincronizar a  contração e descontração muscular juntamente com a respiração e o uso do solo.

Esse tipo de treinamento é essencial para um karateka de nível médio ao avançado, mas não o recomendo para iniciantes, pois é necessário um conhecimento e domínio razoável do kihon.

Muita gente fala dos males que a prática com a makiwara proporciona e que isso contribuiu para o desaparecimento do equipamento nos dojo’s,  mas eu não acredito nisso.

Acredito que  a quantidade de crianças que “ invadiram” os nossos dojo’s foi a verdadeira causa, pois não é indicado o uso por crianças, e isso levou a um efeito dominó, pois os sensei’s que foram formados nessa fase de desaparecimento,  tiveram pouca ou nenhuma instrução sobre o uso correto.

Infelizmente, a humanidade prefere falar mal do que procurar a verdade, pois hoje em dia “usam os efeitos nocivos da prática errada” como desculpa para sua falta de conhecimento sobre os treinos  e com isso sofremos os efeitos colaterais da acomodação desses supostos sensei’s.

Para começar, vou mostrar a fabricação e montagem do equipamento, não é nenhum bicho de sete cabeças.

Ainda sobre o material, eu escolhi a madeira mais flexível que tinha a minha disposição. A maioria do pessoal que está pensando em construir fica na dúvida quanto ao tipo de madeira, outros que já possuem uma makiwara contam que é essencial uma madeira de qualidade, forte, dura ou coisas do tipo.

Bem, já fabriquei várias  durante esses mais de 10 anos que treino com esse aparelho e nunca me dei o trabalho de verificar o tipo de madeira, apenas fazia um pequeno teste ainda na loja , colocando-a  de pé e tentando envergá-la com as mãos enquanto escorava com o pé, assim dava pra ter uma idéia da flexibilidade.

Mas, na maioria das vezes, usava alguma madeira que encontrava nas sobras da reforma da casa dos meus pais.

Se por acaso o local que você irá “instalar” for a céu aberto, onde ficará exposta ao sol e a chuva, então sugiro que seja realmente uma madeira de qualidade, mas caso não, então porque não trabalhar com material reciclado? Assim talvez 2012 seja menos  sinistro (MEDO!).

projeto da makiwara

Frontal e lateral

Uma coisa importante  que deve ser levada em consideração é a espessura da base e do topo,  eu indico usar uma madeira com 4~5 cm de base, e que vá diminuindo até os 2 cm , assim a flexibilidade aumenta no topo mas mantém a ponta inferior forte, onde parte do impacto produzido irá se dissipar.  Isso pode ser feito, na maioria dos casos, na própria loja onde foi comprada a madeira, infelizmente aqui no Japão não consegui.

A altura também é fundamental, em geral é 1,50 cm , mas eu aconselho e medir a altura do seu peito (plexo solar). Uma makiwara muito alta pode fazer com que você eleve o nível dos seus quadris no momento do giro , assim como também muito baixa pode levá-lo a  socar em um nível muito baixo, perdendo a penetração do golpe. Veja bem, usar a força da gravidade para aumentar a potência do golpe é possível, mas dependendo do ângulo você poderá ter o efeito contrário.

Quanto a largura, indico 10 cm. Deixo claro que essas medidas são as que tenho usado nas makiwara que treinei, usando a experiência como base, mas segundo  Funakoshi sensei no seu livro Karate-Do Nyumon, as medidas são outras.

Makiwara no apartamento

Makiwara no apartamento

A forma de fixá-la é sempre o maior problema, ainda mais quem mora em apartamentos. No meu caso, além de morar no quinto andar ainda tem o problema das construções japonesas que são sempre em madeira, apenas as paredes principais são feitas de tijolos ou concreto, mas não é possível colocar  parafusos por conta da estrutura feita para suportar terremotos ( ou pior, a falta dela), então tive que mais uma vez fazer uma “engenhoca” como mostrei no vídeo.

Talvez  a forma que fixei não sirva para vocês, mas me comprometo a ajudar  a encontrar o melhor modo  para cada caso, é só entrar em contato comigo e me dar uma idéia de como é o espaço que vocês pretendem colocar.

Existe um outro modelo para usar na porta (sala, cozinha,quarto, etc) que ainda está sendo estudado, talvez eu publique em uma outra ocasião.

Procurando na internet, podemos encontrar vários outros modelos para diversos casos, alguns um tanto  limitados se tratando de variações de treinos,  mas que podem servi de base para algumas idéias . Encontrei esse vídeo muito interessante de um karateka que também mora aqui no Japão e sofre do mesmo problema que  o meu, a falta de espaço. Mas ele mostrando o seu lado “Macgyver”, desenvolveu um modelo que além de ser forte também é de fácil uso, podendo ser levado  para qualquer cômodo da casa ou até mesmo fora, o interessante é que existe tal makiwara nessa forma a venda nos site japoneses de equipamentos, pelo singelo valor de 510 doláres , QUE FACADA!!

Ainda falando em “número$”, todo o material da que construi custou cerca de mil yens ( cerca de 11 dólares), bem a baixo dos quase  50  mil yens doa SHUREIDO.    Melhor mesmo é você fabricar a sua e ter uma gostosa experiência.

Macgyver construindo a sua makiwara!!

Agora falando sobre a que preparei para mostrar a vocês.

Notem que a base está totalmente  fixa, mas posso retira-lá a hora que desejar com apenas a remoção de algumas porcas e parafusos, a idéia inicia era usar porcas do tipo borboleta para facilitar ainda mais , porém não seria possível apertar o parafuso tão forte quanto com o uso de ferramentas.

Mesmo totalmente presa por parafusos , a madeira ainda tem vibração considerável para proporcionar tensão necessária e não causar problemas futuros ao seu corpo.

Entre  a minha viga de madeira e a base da makiwara, coloquei uma borracha de pouco mais de 0.5 cm, como forma de isolante sonoro, na esperança de diminuir o barulho e evitar vizinhos na porta.

Tomei o cuidado para não  deixar a parte maior do parafuso  de frente para o lado que vamos usar para bater, pois isso pode causar acidentes sérios, nos avanços  em oitsuki você pode esbarrar com o pé.

almofada-makiwara-tokaido

Presente para o leitor

E finalizando,  a almofada para socar.  Confesso que já usei  a famosa corda mas não indico, no treino diário  a palha vai com certeza provocar ferimentos, que  ao contrário do que os  masoquistas de plantão pregam, calos e cortes não são   sinais de treino forte, mas sim de cabeça oca.

Calos e ferimentos nas mãos vão te incapacitar de  continuar a rotina, jogando todo o trabalho  por água a baixo. Tenham em mente que o calejamento da makiwara é a última coisa importante, na verdade seria um efeito decorrente, e tal calejamento não se limita apenas aos nós dos dedos e sim  o interno, como rádio, ulna, úmero e  tendões que com o passar do tempo tornam-se mais espessos e resistentes.

Você pode estar fazendo o mesmo

Você pode estar fazendo o mesmo

Os benditos calos e ferimentos só servem para  mostrar aos amigos que você é o cara que gosta de  autoflagelar suas mãos em um pedaço de madeira  mas sem nenhum bem aparente ( em muitos casos eles estão certos pensar assim).

Há algum tempo atrás comprei  almofadas para makiwara da marca TOKAIDO, são resistentes e aparentemente não causam ferimentos.  Como sobraram 3 destas almofadas então decidi presentear os 3 primeiros leitores que tiverem interesse e que comentarem no post de hoje. Os vencedores serão decididos pela hora dos comentários, para quem já está cadastrado no blog o comentário é postado automaticamente, mas  para quem vai comentar pela primeira vez, só é postado depois da minha verificação, então  só depois da autorizar os primeiros posts é que poderei saber os ganhadores.

Infelizmente não deu para falar sobre treinamentos, já que isso tornaria o post gigantesco  e cansativo de ler,  mas os próximos serão sobre formas  de como usar e riscos que podem acontecer caso não tomem os cuidados necessários, mas nada que a devida orientação e o bom senso não resolvam.

Um abraço, continuem participando e visitando o blog.

Até a próxima.

Oss!

Texto e edição de video por  Daniel Pinto.
Filmagem e revisão de texto por  Priscilla Pinto.

TREINAMENTO DE TAISABAKI – 2º Parte

Treinamento Taisabaki

Como prometi, aqui está a segunda parte do treinamento de taisabaki, desta vez usando os elásticos e sem parceiro de treino.  Antes de tudo quero mais uma vez pedir desculpas pela longa espera, da última vez que tentei encontrar um local para gravar os videos acabei perdido no meio das montanhas, sem falar que o frio que está castigando essa terra aqui, deixa você sem muita disposição para se aventurar por ai. Mas aqui estamos nós, a equipe do blog ( eu, a esposa e a filhota), nos esforçando para trazer um bom material.

Para quem não leu o último post sobre o assunto, sugiro que antes de tudo, veja a primeira parte onde explico os pontos importantes, caso contrário pode ficar um pouco perdido.
Uma das dificuldades de se treinar essa técnica é a falta de parceiro, pois não é sempre que um colega tem o tempo livre para treinar conosco. Eu sempre falo que devemos treinar todos os dias, pelo menos 30 minutos, não faz mal a ninguém e vai ter deixar com uma disposição pós-treino.
Antes do banho, depois de acordar, procure a melhor hora para alongar, praticar uma ou duas bases, mas não deixe essa oportunidade passar.

Karate Shotokan

Voltando ao assunto, como falei antes, às vezes é difícil encontrar um parceiro que esteja com o mesmo tempo disponível, foi por causa deste problema que eu “inventei” algumas formas de treino “solo”, usando alguns “equipamentos” simples e que proporcionam ótimos resultados, mas deixo bem claro que tal treino ainda requer a prática complementar que seria a executada com o colega, mas que pode ser feito depois das aulas do dojo, pois o “timing” para aplicar o taisabaki ainda depende de alguém para nos auxiliar.

Antes de tudo, um aquecimento é necessário e eu também indico um leve aquecimento do giro do quadril usando os elásticos para “soltar”. Um quadril solto e forte pode lhe proporcionar uma ótima movimentação e muitas outras coisas que você poderia até duvidar ser capaz de fazer!

Para quem está iniciando, vou repetir alguns pontos.

  • Todos movimentos deste treino, assim como do  karate devem começar a partir da reação gerada pela impulsão contra o solo. No taisabaki, a perna que irá se deslocar deve ser arremessada com força total contra o solo nos giros laterais. Nos deslocamentos para frente, o pé de trás  é o responsável por gerar essa impulsão, não usando esta força é o mesmo que tentar dar partida em um carro sem motor de arranque!
  • Não esqueça que a saída  na diagonal , deve girar a perna pivô  sobre o peito do pé, isso faz com que você saia mais rápido do raio de ação do golpe .
  • Na taisabaki avançando, faça sempre o treinamento com o corpo ( quadril) de frente e gire no último momento, evite se distanciar muito do adversário, isso vai atrapalhar no contragolpe e ainda te deixar em perigo.  Você ainda pode usar um dos braços para desviar a técnica do atacante enquanto você “foge” pela lateral.
  • Finalize contraindo desde os tornozelos até o baixo ventre; o elástico vai puxar você sempre que terminar uma execução, “travando” a base por alguns segundos, passamos a praticar  exercício isométrico ou exercício de força, o que vai ajudar muito para fortalecer sua base e suas técnicas  e a evitar aqueles ashibarai’s chatos. Quando não estiver usando os elásticos use a contração máxima mas em um curto espaço de tempo, relaxando no segundo seguinte, praticando a contração e expansão.
  • Não exagere, tudo demais é veneno!

Nos vídeos eu acho que não deixei claros esses pontos já que gaguejei muito ( ficar na frente de uma câmera é tenso), mas acredito que o texto pode tirar as dúvidas e muitos dos detalhes eu já expliquei no post anterior.

Primeiro um breve aquecimento e o uso dos elásticos. E desculpem o áudio do vídeo, estamos tentando resolver esse detalhe técnico, hehehe.

Usando os elásticos e a vara de bambu.

Como eu falei, existem outras formas de treinos e outras técnicas de SABAKI passadas por meu sensei e que estou treinando, mas ainda não estou seguro  para mostrar  aqui no blog, quando chegar a hora vou mostrar com certeza.

Um abraço e desculpem o post de hoje, não fiquei muito contente com os  vídeos mas  vou tentar compensar nos próximos.

E gostaria de sua participação nos comentários, prometo que vou respondê-los, tanto eles quanto os e-mails, assim podemos trocar idéias e melhorar esse espaço que eu trato com tanto carinho.

Bons treinos!

Oss!

TREINANDO EM CASA

Makiwara

Makiwara

Alguns dias atrás um praticante de karate  recém iniciado esteve em alguns fóruns  perguntando sobre aparelhos ou  exercícios para auxiliar no treinamento, então decidi mostrar alguns dos meus na esperança de ajudar os praticantes que estão na mesma dúvida.
Para começar  e bom ter em mente que o assunto é ajudar e não substituir o treinamento tradicional (como sempre digo, kihon é o segredo), é possível “preparar” seu corpo com alguns exercícios simples e o uso de alguns acessórios tanto tradicionais quanto usados em muitas academias hoje em dia.
Nos meus treinos no “aconchego do lar”, eu sempre dou ênfase ao condicionamento físico, é no meu treinamento particular que pratico a parte de velocidade e potência, mas claro sempre preocupado com os fundamentos (se assim não fosse, estaria jogando os treinamentos do dojo e  o particular no lixo), agora devemos lembrar que o descanso também faz parte e o exagero é o maior inimigo.

Meus brinquedos
Meus brinquedos

Como todos os leitores do blog já sabem, sou um “fã” do treinamento com elásticos, por isso sempre tenho uma à mão (dentro do carro ou no trabalho, é só ter um tempo livre que estou praticando com ele, sim, já fui chamado de louco pelos colegas de trabalho, rsrs), pesos é minha segunda paixão, alteres ou tornozeleiras e meu segundo amor, MAKIWARA, onde eu “acabo com o estresse” de um dia difícil.
Para resumir irei postar alguns vídeos garimpados na net de como usar tais aparelhos, mas antes de começar a “pegar no pesado”, lembre-se de que vários fatores devem ser considerados, desde o peso adequado, postura, quantidades de repetições e qual o objetivo que você deseja atingir com o treino (competitivo ou treinamento de rotina), pensando nisso será possível traçar uma rotina com menos riscos de prejudicar você.

Vídeo do livro KARATEDO TRAINING – livraria Orioka (japonesa), coma a seleção japonesa de karate e direção de Kagawa sensei (JKF).

Treinamento com bola de pilates, (uso esse treinamento para praticar o “Deai” em gyaku tsuki.

(Você pode encontrar mais vídeos no canal youtube  http://www.youtube.com/profile?user=sunliveorio&view=videos)

Alguns dos meus brinquedos:

Sandálias de ferro

Sandálias de ferro

Tekki Geta (sandálias de ferro) – Não é bem uma coisa que você irá encontrar em qualquer loja, mas se tiver a chance de comprar eu recomendo, apesar de poder ser substituída pelas tornozeleiras usadas hoje em dia, as sandálias de ferro preparam os tendões dos seus pés, pois você terá que usá-los para evitar que a geta saia voando em direção a TV da sala quando for treinar com elas, também deixa seus tornozelos e pés mais resistentes (vai doer menos quando seu mae geri preguiçoso pegar no joelho do colega ou seu mawashi geri acertar o bendito cotovelo do adversário).
O perigo está em como treinar com as geta, não deve chutar com velocidade, todo o movimento, desde princípio até o final dos chutes (seja ele qual for) deve ser praticado  lento, assim seu joelhos musculatura das pernas irão  agradecer.

Halteres de mão – esse sim você pode comprar nas lojas de esporte, costumo praticar kihon e kata com eles, melhora muito minha potência de golpes, uso  pesos de 2 kg para praticar kihon e kata e pesos de 5 kg para treinamentos de socos com pouca repetição.
Como todo treinamento de karate com pesos, NADA DE VELOCIDADE ou você vai perder um bom tempo na recuperação de uma lesão

Tornozeleiras como cinto

Tornozeleiras como cinto

Tornozeleiras -Bem essas eu não uso na forma como vocês conhecem, sempre quis praticar com pesos usando a velocidade, mas depois de uma baita dor nos joelhos desisti de correr, chutar e pular usando essas “benditas” nos tornozelos, foi dai que passei a usá-las nos quadris, como um cinto (junto 2 ou 3 tornozeleiras), assim o risco de lesão diminui (não some)  se usar um pouco mais de velocidade.
Uso muito  nos treinamentos de kihon, seu domínio do centro de gravidade melhora muito, suas pernas ficam mais fortes e sua velocidade de deslocamento de base aumenta com certeza.
O risco é que se não tomar a devida preocupação com a postura  sua coluna pode sofrer, use pouco peso.

Elásticos – preciso falar?!!
Riscos – Preciso falar?!!

Flexões de braço para desenvolver velocidade e potência (não reparem a bagunça da cozinha. hehehe)

Bola pilates e saco de areia

Bola pilates e saco de areia

Saco de areia – Esse acho que não preciso apresentar, mas tenho uma forma particular de treinar com ele, como a maioria das construções do Japão são de madeira (por conta dos terremotos), eu não tenho como pendurar o SANDOBAKU (saco de areia em japonês), e pendurar na varanda com um frio de 7º não é muito do meu agrado, então eu uso ele no chão, ta certo que chutes como mawashi geri, keage e kekomi não são possíves treinar, mas dessa forma é ótimo pra treinar ashibarai (no meu caso seria gedan mawashi geri), funciona muito bem, se não derrubar deixa pelo menos o colega mancando (rsrs).
Risco – use luvas caso for praticar socos assim ele dura mais e se for usá-lo para praticar ashibarai tome cuidado com os parafusos e cravos que sustentam as correntes (Ai meu pé!!).

Bola de pilates – É uma academia, serve até pra resfriado (brincadeira), mas a diversidade dessa nossa antiga conhecida na época de criança tem tantos benefícios que se for sita-los aqui  vou ter que escrever um livro, mas posso dizer algumas coisas, como o uso para abdominais, pois os riscos a coluna são mínimos, exercícios de equilíbrio, flexões de braço, treinamento de reação, alongamentos e etc.
Risco – cuidado para ela não estourar com você em cima, hehehe.

MAKIWARA, ah a makiwara!  – Serve pra bater, pra bater e bater um pouco mais, também serve pra dor de cabeça, estresse, preocupações, brigas conjugais, dificuldade financeira, estresse com kohais e picaretas do Orkut, laser  e passa-tempo enquanto a pipoca está estourando no fogão.

RISCOS – CUIDADO!  Os praticantes de ESPORTES e devotos do BUDO EVANGÉLICO devem tomar devida precaução para não estragar suas lindas mãozinhas e quebrar a unha enquanto auto-fragelar parte de seu corpo em um pedaço de madeira enrolada com corda! VOCÊ PODE MORRER!!

Mas tembém leve em consideração que independente da sua graduação ou tempo de treino, para começar a treinar com a makiwara você deve tomar uma atitude de iniciante, não comece com tudo, devagar e sem força, pois se pensar que 20 socos com 100% da força no primeiro dia é bom, esta enganado, irá somente machucar a mão e ficará sem poder continuar a rotina.

Comece aos poucos, sem pressa até adquirir intimidade com esse aparelho, dessa forma você só vai ter a ganhar.

O meu conhecimento sobre o que foi postado é puramente prático, pois não tenho nenhuma formação acadêmica, porém até agora não sofri nenhum tipo de lesão, claro que sempre respeite os limites e já treino desta forma a um certo tempo, mas um acompanhamento de uma pessoa experiênte no assunto seria o ideal para alguns exercícios mas complexos.

Acho que nos próximos postes vou falar mais sobre  formas de treinamento com esses aparelhos.

Abraços.

Oss!

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